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Opinião
Os desafios na alimentação do doente oncológico
quarta-feira, 07 dezembro 2016 15:32
Por: Ana Rita Lopes, nutricionista e co-coordenadora do conselho técnico-científico do projeto de nutrição oncológica da aTTitude IPSS
Os desafios na alimentação do doente oncológico
A alimentação não pode ser vista como uma arma isolada contra o cancro, porém, é fundamental para a manutenção de um bom estado nutricional, potenciando, deste modo, os tratamentos e a recuperação.

 

O acompanhamento nutricional do doente oncológico deve ser individualizado e personalizado de acordo com a sua situação específica: o tipo de tumor, a evolução da doença, outras doenças associadas e o tipo de tratamento são critérios fundamentais a considerar quando se estabelecem as necessidades nutricionais de cada doente, bem como o seu plano alimentar. A intervenção nutricional deve ser integrada numa equipa multidisciplinar, de modo a que todas as particularidades, necessidades e implicações dos tratamentos possam ser conhecidas por todos os profissionais de saúde que acompanham o doente.

 

Para além das particularidades referidas, é importante ter em conta uma série de outros fatores antes de estabelecer qualquer plano alimentar: alterações do apetite, sintomas gastrointestinais, alergias e/ou intolerâncias alimentares, análises bioquímicas, dificuldades de mastigação e/ou deglutição e hábitos e preferências alimentares do doente. Além destes, é fundamental compreender o seu contexto familiar e a autonomia, mobilidade e disponibilidade do doente para preparar, confecionar e realizar as refeições.

 

Deste modo, os desafios passam por prevenir ou minimizar o declínio do estado nutricional imposto pela doença, bem como desmistificar mitos criados pelos doentes em relação à alimentação, através de um acompanhamento individualizado. Não há nenhum elemento que tenha obrigatoriamente que estar presente em todos os planos alimentares, uma vez que cada caso deve ser acompanhado de forma individualizada, de acordo com as necessidades identificadas e estabelecidas. De facto, a disponibilidade de informação que existe atualmente e o fácil acesso à mesma geram nos doentes muitos mitos associados aos alimentos que podem resultar na adoção de dietas demasiado restritivas, que podem debilitar o estado nutricional.

 

O livro “Receitas Deliciosas para Doentes Oncológicos em Tratamento” da aTTitude IPSS, apresenta informação credível, atualizada e adaptada ao doente oncológico em tratamento, que pretende ser uma ferramenta útil na melhoria da qualidade de vida do doente, visando desmistificar crenças e apoiar com conselhos práticos e receitas adaptas a esta fase cujo desafio é, muitas vezes e tão simplesmente, alimentar o doente, adequadamente e com sabor!

 

São vários os testemunhos que diariamente são partilhados nas redes sociais da IPSS a reforçar a importância de uma alimentação adequada e adaptada às necessidades do organismo durante o tratamento de quimioterapia.

 

“Já confeciono as receitas do livro há pelo menos dois meses e de facto ajuda-me a ultrapassar alguns efeitos secundários da quimioterapia, como a falta de apetite e os enjoos. A alegria com que preparo as receitas são meio caminho para um dia mais bem disposto e positivo.” – Daniela Costa

 

“Muitos parabéns fiquei maravilhada com as receitas do livro, para as pessoas que precisam de muita atenção e carinho nada melhor que saborear essas delícias. Sou cozinheira e reconheço que é necessário adotar novas ideias na confecção dos pratos para ajudar os doentes oncológicos.” - Antónia Aparecida Rodrigues

 

Artigo de opinião
Ana Rita Lopes, nutricionista e co-coordenadora do conselho técnico-científico do projeto de nutrição oncológica da aTTitude IPSS

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