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Opinião
“Cada cigarro fumado rouba sete minutos à sua vida”
sexta-feira, 06 janeiro 2017 10:36
Por: Isabel Saraiva, direção da Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (Respira)
“Cada cigarro fumado rouba sete minutos à sua vida”

Fumar mata. Muito. Seis milhões em todo o mundo. 12 mil em Portugal, isto é, 11% do total das mortes. O tabaco é um fator de risco comum às principais doenças crónicas: doenças cardiovasculares, cancro e doenças respiratórias. O tabaco é ainda a primeira causa (leu bem), a primeira causa de morte evitável. Em Portugal ainda fumam 1,8 milhões de pessoas. São factos conhecidos e que têm levado as autoridades de Saúde a desenvolver estratégias integradas de combate ao tabagismo.

 

O aumento do preço do tabaco, proibições de fumar em determinados estabelecimentos (escolas, hospitais e ministérios, entre outros), a utilização de imagens visualmente impressionantes nos maços de tabaco, ações de informação, promoção de um ambiente de reprovação social, bem como a criação de mecanismos dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), do qual o serviço de Cessação Tabágica da linha Saúde 24 é um exemplo, têm sido algumas das medidas postas em prática para criar um ambiente favorável a quem quer deixar de fumar.

 

No entanto, deixar de fumar é um processo difícil e complexo, pelo que o acesso aos cuidados de saúde que apoiam esta decisão deve ser uma prioridade: consultas de apoio disponíveis a horas convenientes, com equipas de profissionais multidisciplinares, e terapêuticas medicamentosas financeiramente comportáveis.

 

Só para recordar: as consultas de cessão tabágica entre 2009 e 2013 diminuíram e, em 2014, só 3,6 % das pessoas que deixaram de fumar recorreram a apoio médico/medicamentoso.

 

Com alguma expectativa, aguardamos os resultados das medidas propostas para o ano de 2017: a comparticipação em 37% de um medicamento de receita médica e a obrigatoriedade de, até final deste ano, ser criada pelo menos uma consulta de apoio intensivo à cessação tabágica pelo ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) serão, esperamos e desejamos, medidas que, articuladas entre si, deverão ajudar de forma efetiva a que uma parte dos mais de um milhão de portugueses que ainda fuma possa recuperar muitos minutos da sua vida.

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