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Opinião
Asma brônquica: devemos ser exigentes e lutar pelo seu controlo total
quinta-feira, 26 abril 2018 16:32
Por: Jaime Pina, Vice-Presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão
Asma brônquica: devemos ser exigentes e lutar pelo seu controlo total

A asma é uma importante doença respiratória, associada a duas componentes complementares: uma base genética e um determinismo ambiental. É muito provável que seja esta componente ambiental a responsável pelo aumento do número de casos de asma em muitas regiões.

 

Estudos epidemiológicos evidenciam que, em Portugal, a prevalência estimada oscila entre 6,8% e 10,5%, significando tal que o número de asmáticos oscilará entre os 600.000 e 1 milhão de indivíduos.

A asma brônquica associa-se a um elevado número de episódios de urgência hospitalar, representando a principal causa de internamento por doença respiratória crónica em crianças.

No nosso país, o número de óbitos por asma é baixo, sendo a sua taxa de mortalidade (1,7%) semelhante à dos países com os melhores indicadores de saúde. Em Portugal, a asma foi responsável por 1 em cada 873 óbitos. A nível mundial essa proporção é de 1 para 250.

De acordo com o Observatório Nacional de Doenças Respiratórias, existirão em Portugal 175.000 jovens asmáticos, metade dos quais não têm a doença controlada. Por cada jovem com a doença não controlada gastam-se anualmente, em urgências e atendimentos não programados, 700 euros (40 milhões de euros), o triplo, quando comparado com os casos controlados. Para que tal aconteça temos que investir em duas vertentes: a educação do doente e o ensino da técnica inalatória. E estas são as duas principais atuações da Fundação Portuguesa do Pulmão junto dos doentes asmáticos.

Relativamente à primeira, utilizamos o excelente material didático da Administração Regional de Saúde (ARS) e da Direção-Geral da Saúde (DGS) elaborado para crianças e jovens. Tornamos a informação e o ensino numa tarefa eficaz e atraente.

Quanto ao ensino da técnica inalatória, para além do material didático existente no site da Fundação, estamos a realizá-lo no terreno, quer ao nível da formação de profissionais de saúde, quer em alguns estabelecimentos ligados à saúde.

A asma brônquica é uma doença que, quando não controlada, está associada a perda de recursos, a perda de qualidade de vida, a episódios de urgência hospitalar, a internamentos e a mortalidade. Todos estes aspetos serão evitados ou minorados quando a doença está controlada. O controlo total da doença obtém-se com boas práticas, quer da parte do doente e dos seus familiares, quer da parte de todos os profissionais de saúde que tratam e apoiam o doente.

Nesta perspetiva, a nós profissionais de saúde cabe-nos um importantíssimo papel: termos formação específica, termos capacidade de informar e ensinar o doente sobre a sua doença e, sobretudo, fazer com que a parte mais importante do seu tratamento - a terapêutica inalatória - se realize de forma tecnicamente perfeita. É essa a nossa principal missão.

 

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