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Opinião
Cinco questões essenciais para educar uma criança feliz
Por: Ana Dos Santos, psicóloga clínica
Cinco questões essenciais para educar uma criança feliz
Na educação de uma criança não existem receitas mágicas dadas por especialistas. Os pais são os melhores especialistas nos filhos. Existem sim, questões importantes que contribuem para a felicidade dos filhos e dos pais.

 

1. A melhor forma de criar uma criança feliz é ser uma pessoa feliz. Se tiver prazer em viver e o demonstrar, se for uma pessoa segura, feliz no trabalho e nas suas relações será muito mais fácil de manter o equilíbrio na sua vida e o seu filho assimilará isso. Os pais são os modelos das crianças, a referência para uma vida inteira. A forma como age perante a vida vai ensinar a criança a como vivê-la. As crianças são “esponjas”. Pais felizes têm mais probabilidade de criar crianças felizes.

 

2. Ter disponibilidade para estar com o seu filho, para brincar com ele, para o amar.... Estar presente. Momentos de interação entre pais-filhos podem fazer a diferença. Quando possível, reserve um pouco do seu dia para brincar com o seu filho. Lembre-se de que mais vale tempo de qualidade do que quantidade. Se gosta de brincar, sente-se no chão, reviva brincadeiras de infância. Active a criança interior que há em si. Também será terapêutico para si. Se não gosta de brincar, não se obrigue a fazê-lo, procure atividades adequadas à idade da criança e desfrutem!

 

3. Proporcione-lhe uma rotina, sempre que possível. Sabemos que na azáfama do dia-a-dia nem sempre é possível. É importante comunicar à criança o que se vai acontecer naquele dia, principalmente quando se foge da rotina. A previsibilidade permite que a criança se sinta mais segura. Acordar e saber o que vai suceder a seguir, permite-lhe adquirir a nossa noção temporal e regular o seu relógio biológico.

 

4. Um pai não é apenas bom. É bom e mau. É importante que haja “Não”, que haja firmeza, que hajam regras e limites impostos com consistência. Estes dão segurança à criança e dizem-lhe até onde pode ir. Mas também é importante que os pais escolham as suas “guerras” e que não utilizem constantemente a palavra “Não”. Por vezes, é possível ajudar a criança a sair de situações difíceis distraindo-a ou dando-lhe alternativas, privilegiando o discurso pela positiva, em vez de pela negativa, o que será benéfico para a auto-estima da criança. Ao longo da vida o seu filho irá ouvir muitas vezes o “Não”. Se lidar com o “Não” desde sempre, para além de se sentir mais seguro, irá garantir que no futuro, quando ouvir o “não” saberá lidar com a adversidade e manterá o equilíbrio psíquico.

 

5. Ser pai não é só educar e cuidar, é também dar afeto. O mito de que não podemos demonstrar sentimentos porque nos tornamos mais vulneráveis deve ser extinto. Demonstre ao seu filho como se sente e o que sente por ele. A expressão dos sentimentos e das emoções, quer sejam positivas ou negativas são saudáveis. Não é suposto estarmos sempre bem, somos humanos e também sentimos coisas menos boas. Sentimos raiva, ansiedade, culpa, zanga, tristeza. E sentimos amor, alegria, compaixão. Se se permitir demonstrar estes sentimentos e emoções ao seu filho, mais facilmente ele as demonstrará, sem sentimento de culpa, e consequentemente criará relações mais verdadeiras e consistentes no futuro.

 

Apesar de ser benéfico para o desenvolvimento emocional da criança e para o bem-estar dos pais ter em consideração todas estas questões, o que realmente importa é seguir a sua intuição, pois ninguém conhece melhor o seu filho do que você. Vivemos num quotidiano “fabricador” de dicas educativas e esquecemo-nos da intuição.

 

Acima de tudo, seja você próprio, seja livre, seja feliz. Se não o é, procure ajuda, está sempre a tempo. Estará a ensinar à criança o melhor trunfo da vida… ser ela própria, ser autêntica. Para além de mais, estará a dar um contributo enorme para a humanidade. Numa sociedade em que cada vez mais as pessoas estão presas ao que as outras pensam ou que elas próprias pensam que as outras pensam, em que se perde a espontaneidade.
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