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Opinião
Consumo de frutas e legumes: perguntas e respostas
terça-feira, 17 dezembro 2019 10:21
Por: Maria João Campos, nutricionista
Consumo de frutas e legumes: perguntas e respostas
Em novembro de 2019, a Direção-Geral da Saúde lançou a campanha nacional "Comer melhor, uma receita para a vida" para incentivar os portugueses a ingerirem, em maior quantidade, alguns alimentos que têm sido ainda pouco valorizados e consumidos. É o caso das frutas, hortícolas, leguminosas e água, em que os consumos nacionais estão ainda aquém das recomendações.
 
Qual o contributo do consumo de frutas, hortículas e leguminosas na saúde dos consumidores?
O consumo de frutas, hortículas e leguminosas contribui para assegurar que o nosso corpo tenha as vitaminas, minerais, fibra e água essenciais. Garantir o equilíbrio da dieta alimentar é fundamental com consequências muito positivas para a saúde metabólica dos consumidores. Aliás, a ingestão destes alimentos ajuda a prevenir o aparecimento e desenvolvimento de certo tipos de doenças (ex: cancro e doenças cardiovasculares).
 
Existe um consumo mínimo recomendado para o consumo de frutas e legumes?
Apesar do reconhecimento genérico da importância do seu consumo, existe alguma inércia por parte da população portuguesa em alcançar as porções mínimas desejadas, nomeadamente as cinco peças diárias. Estamos a falar aproximadamente de 400g de frutas e vegetais que devem ser distribuídos ao longo do dia.
 
Os estudos revelam as causas para os consumos aquém das recomendações?
Num estudo recente (2019)1, os autores identificaram alguns fatores que contribuem para o déficit no consumo de frutas e legumes, sugerindo a psicologia como o grande catalisador desta problemática. David Benton, Professor de Psicologia da Universidade Swansea e principal autor do estudo1, refere que muitas pessoas identificam barreiras como a inconveniência, o tempo de preparação e a acessibilidade para um menor consumo destes alimentos. Contudo, se nos focarmos em soluções práticas, estas barreiras podem ser superadas.
 

Que soluções?

O sumo de fruta, como opção à fruta inteira, pode ser uma boa solução e, tal como refere o Prof. David Benton, é mais suscetível de gerar o que ele designa por sentimentos de autoeficácia - crença que podemos atingir determinado objetivo. Ou seja, é mais provável estar associado a mudanças de longo prazo na alimentação. Neste caso, o consumo de sumos de fruta não pretende substituir o consumo de frutas inteiras, mas sim potenciar o objetivo mínimo das cinco porções diárias.

 
Outras dicas?
De facto, não existe muito tempo para se planearem refeições, sendo fundamental ter uma boa dose de criatividade para recorrer a alimentos saudáveis e que nos permitam atingir níveis satisfatórios para uma boa saúde. Salientaria:
• Fruta fresca, laminada ou papas de fruta 100% - há várias formas de comermos fruta e todas elas se podem adequar a diferentes momentos do nosso dia-a-dia;
• Fruta desidratada sem adição de açúcar enquanto snack – devemos pensar no consumo de fruta ao longo do dia e não apenas durante as principais refeições;
• Sopa de legumes antes das principais refeições e introdução de salada nas sandes de crianças e adultos;
• Sumos de fruta 100% - incluir um copo pequeno (150ml) de sumo de fruta 100% ao pequeno-almoço poderá ser uma excelente forma de começar o dia tendo em mente o objetivo das cinco porções diárias;
• Elaboração de um plano semanal que permita identificar os legumes e frutas que serão utilizados durante as diversas refeições e contribua para definir quando, onde e como iremos alcançar o objetivo das cinco peças diárias.
 

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