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Opinião
Tempos difíceis para o doente com cancro devido à chegada da COVID-19
terça-feira, 07 abril 2020 09:37
Por: Adriana Terrádez, diretora da OncoDNA para Espanha e Portugal
Tempos difíceis para o doente com cancro devido à chegada da COVID-19
Este ano comemoramos o Dia Mundial da Saúde com uma situação complexa e incomum, causada pela COVID-19.
 
Embora os doentes com cancro não tenham sido esquecidos pelos especialistas que acompanham os seus casos, a verdade é que para evitar a sua passagem pelos hospitais e centros de saúde (com nenhum outro objetivo além de evitar a infeção por coronavírus), os seus tratamentos foram espaçados. Consultas e alguns acompanhamentos estão a ser realizados eletronicamente. E visitas e cirurgias que não podem ser adiadas estão a ser realizadas com o máximo cuidado.
 
Se o cancro em si não é um processo fácil de assimilar do ponto de vista psicológico, nem para o doente nem para quem o acompanha, é ainda mais difícil com a crise de saúde na qual estamos todos imersos. Especialmente para aqueles que acabaram de iniciar as suas terapias. Não podemos esquecer que, em Portugal, o cancro é a segunda causa de morte e a sua incidência aumenta, em média, cerca de 3% por ano.
 
As pessoas com doenças oncológicas devem saber que não estão sozinhas, mesmo que os tempos e as circunstâncias não tenham sido favoráveis . Os doentes têm ao seu lado uma infinidade de especialistas e profissionais dedicados de corpo e alma a tratar os seus casos específicos, embora as fórmulas sejam diferentes das normalmente usadas.
 
Por exemplo, fazendo entrega ao domicílio de medicação oral; estabelecendo rotinas para administração de quimioterapia e radioterapia mais espaçadas no tempo (embora não sejam menos eficazes por isso); priorizando as operações cirúrgicas oncológicas mais urgentes; ou usando ferramentas de diagnóstico e terapêuticas que permitam ao doente ficar em casa o maior tempo possível.
 
Nos casos em que as amostras de um tumor já foram extraídas, abre-se a possibilidade de realizar perfis moleculares para conhecer em detalhe as suas informações genéticas. Laboratórios como o nosso são capazes de determinar com uma pequena porção dessa amostra qual será o tratamento mais eficaz para o doente e enviar os resultados telemáticamente para oncologistas e patologistas, a fim de evitar movimentos desnecessários. Os especialistas também possuem plataformas online muito úteis que os conectam com outros colegas de todo o mundo, com os quais podem esclarecer dúvidas sobre casos específicos sem sair da consulta.
 
Sabemos que não são tempos fáceis para os nossos doentes com cancro, que o medo e a angústia podem estar a assumir o controlo. A partir daqui, gostaria de dizer a todos que não estão sozinhos, que muitos de nós os acompanham no caminho da recuperação e que estamos aqui para atendê-los quando surgir qualquer tipo de dúvida sobre a sua doença. Felizmente, vivemos num mundo hiperconectado que nos permite estar próximos, mesmo à distância, e que está a ajudar-nos a avançar em cada caso, minimizando os riscos de contágio de um vírus que, com prudência, controlaremos em breve.
 

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