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Opinião
“Não facilitar” a esclerodermia
quarta-feira, 17 junho 2020 09:30
Por: Maria José Guimarães, coordenadora do Serviço de Pneumologia do Hospital da Luz Guimarães
“Não facilitar” a esclerodermia
A esclerodermia é uma doença rara de causa autoimune complexa e ainda não totalmente esclarecida, que envolve o tecido conjuntivo do nosso organismo.
 
Afeta cerca de 2500 a três mil pessoas no nosso país, e no mundo estima-se que a prevalência se situe entre um a cinco doentes por cada mil habitantes (dados de 2017 para EUA e Inglaterra).
 
Esta doença cursa com sintomas muito variados, uma vez que tem envolvimento ao nível de vários órgãos, (daí o termo esclerose sistémica), e, como tal, também pode afetar o pulmão.
 
Assim, percebemos que os doentes com esclerose sistémica ou esclerodermia, para além de poderem já sofrer de doença respiratória crónica, podem ainda ter complicações agudas causadas por infeções respiratórias graves, como a pneumonia.
 
São tempos de cuidados acrescidos.
 
No cenário atual do país e do mundo, é mais importante do que nunca não facilitar e continuar a fazer-se a medicação prescrita pelo médico especialista e que está ajustada ao grau de gravidade de cada doente, entrar em contacto com o médico em qualquer situação que considere estranha e fora do habitual, cumprir com o exercício de mobilidade e ter cuidados acrescidos com a alimentação.
 
Tendo em conta a fragilidade do sistema imunitário associada quer à doença, quer às terapêuticas medicamentosas indicadas para esta patologia, os doentes com esclerodermia devem procurar prevenir-se contra doenças respiratórias graves, como a pneumonia ou a gripe, nomeadamente através da vacinação.
 
Até à data, não existe nenhuma indicação de que haja motivo para suspender a terapêutica anti-inflamatória que muitos destes doentes fazem.
 
As pessoas devem auto analisar-se e perceber se estão a sentir algo que esteja relacionado com a COVID-19 (febre, tosse, dores musculares, perda de olfato ou paladar ou dificuldade respiratória), que poderão já ter sentido antes ou se os sintomas são diferentes do habitual. Deve ter em atenção que a febre e a falta de ar neste cenário de COVID-19 são mais acentuadas do que o habitual.
 
Não havendo vacina e um tratamento efetivo contra o novo coronavírus, o cumprimento das medidas de higiene e segurança recomendadas pelas autoridades de saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são de extrema importância.
 
As palavras de ordem são então: “Não facilitar”!
 

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