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Opinião
Tratamento hormonal do cancro da mama
segunda-feira, 01 julho 2013 10:24
Por: Teresa Carvalho, Serviço de Oncologia Médica, IPO Coimbra
Tratamento hormonal do cancro da mama

artigo TeresaCarvalho 48ba1O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na sociedade, não só por ser frequente e, muitas vezes, associado a uma imagem de gravidade, mas, essencialmente, porque afeta um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.

 

 


O cancro da mama é um dos cancros com maior taxa de incidência em Portugal, surgindo cerca de 4500 novos casos por ano.


A abordagem terapêutica na doença metastizada deve ser multidisciplinar.
Cerca de 70% dos cancros da mama são hormonodependentes, sendo que a hormonoterapia paliativa é uma das principais armas terapêuticas.


Apesar das terapêuticas serem cada vez mais eficazes, existem doentes que acabam por desenvolver resistência ao tratamento.


O estudo dos mecanismos envolvidos na resistência à terapêutica hormonal é uma das áreas em desenvolvimento. A importância do conhecimento da via de sinalização do estrogénio é por demais evidente, em virtude da cross-over existente entre os recetores de estrogénio e as vias de sinalização intracelulares envolvidas no crescimento e proliferação celulares.


O conhecimento dos mecanismos de resistência à terapêutica hormonal permitiu o desenvolvimento de fármacos que vão atuar especificamente em pontos-chave das vias envolvidas na resistência à terapêutica.


Os inibidores do EGFR são um grupo de medicamentos estudados neste contexto, mas falta apurar qual o subgrupo de doentes que realmente pode beneficiar da sua utilização.


A via do mTor tem sido muito estudada. Atualmente, o everolimus está aprovado para uso na terapêutica hormonal de 2.ª linha no cancro da mama metastizado em associação ao exemestano, verificando-se benefício na sobrevivência livre de progressão em todos os subgrupos de doentes estudados.


Outros mecanismos de resistência ao tratamento hormonal estão a ser explorados, estando em curso vários estudos com diferentes fármacos.
Terapêuticas mais eficazes e pouco tóxicas serão sempre bem-vindas.

 

Teresa Carvalho, Serviço de Oncologia Médica, IPO Coimbra


Texto publicado no Jornal de Congresso da 4.ª Reunião de Oncologia, maio 2013

 

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