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Opinião
Controlar e prevenir a doença venosa crónica

Controlar e prevenir a doença venosa crónica

Por: Diana Pereira, farmacêutica da equipa de intervenção farmacêutica Holon

terça-feira, 25 maio 2021 10:20
Conheça a opinião de Diana Pereira, farmacêutica da equipa de intervenção farmacêutica Holon, sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado dos sintomas da doença venosa crónica. 
 

A doença venosa crónica é uma patologia crónica e evolutiva, que afeta grande parte da população mundial. Estima-se que, em Portugal, atinja cerca de 30% a 50% da população adulta. O sexo feminino é o mais afetado, principalmente a partir dos 30 anos de idade. Apresenta um grande impacto negativo na qualidade de vida das pessoas que vivem com esta doença e consequências a nível socioeconómico, devido aos custos com os tratamentos farmacológicos, consultas de especialidade e, em situações mais graves, ao absentismo laboral. Por todos estes motivos, é fundamental controlar e prevenir esta patologia.

A dor, o formigueiro ou a sensação de pernas cansadas e a evolução de eventuais derrames para varizes ou veias dilatadas são sinais e sintomas característicos da doença venosa crónica. Após o diagnóstico, deve ser iniciado o tratamento com medicamentos venotrópicos, o mais cedo possível. A diosmina micronizada é a primeira escolha para o tratamento deste problema e apresenta resultados muito promissores. Para o alívio e tratamento dos sintomas, o ideal é que a toma deste medicamento decorra, no mínimo, durante 12 semanas. O uso de meias de descanso ou de compressão e de produtos para aplicação tópica são importantes aliados do tratamento farmacológico, para que este se torne mais rápido e eficaz.

Como na maioria das patologias, a prevenção é a chave de ouro! Algumas medidas não devem ser descuradas: exercitar as pernas, evitar permanecer de pé ou sentado por longos períodos e evitar o cruzar de pernas. Se tal não for possível, enquanto se permanece sentado, é aconselhável elevar as pernas em cima de um banco, de forma que os pés fiquem mais elevados do que o coração. A prática de exercício físico regular é fundamental, contudo devem ser privilegiadas modalidades que facilitem a circulação venosa (ginástica, ciclismo, dança, natação ou golfe). As modalidades de grande impacto, como a musculação, são desaconselhadas. A par com o exercício físico está a alimentação. Deve optar-se por alimentos ricos em fibras e pobres em gorduras saturadas e ingerir, pelo menos, 1.5 litros de água por dia, para prevenir o excesso de peso e a obstipação, considerados fatores de risco para esta doença. Massajar as pernas regularmente, usar calçado e roupa confortáveis também facilitam a circulação venosa. As temperaturas elevadas favorecem a dilatação das veias e diminuem a circulação venosa. Os locais mais quentes e a exposição direta ao sol devem ser evitados. Pelo contrário, o frio ativa a funcionalidade das veias e alivia a sensação de peso e dor nas pernas, sendo por isso importante contrariar as fontes de calor: passar as pernas por água fria após o banho quente ou caminhar à beira-mar.

Algumas situações podem agravar este problema, como a gravidez ou a contraceção oral. Nestes casos, é indispensável uma supervisão médica regular, juntamente com todas as medidas não farmacológicas referidas, principalmente se já existirem sinais ou sintomas associados.

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