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Opinião
Sobreviver ao cancro da mama metastático

Sobreviver ao cancro da mama metastático

Por: Ana Joaquim

terça-feira, 26 julho 2022 11:27

Leia o artigo de opinião da autoria de Ana Joaquim, médica oncologista e membro da direção da Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), acerca do cancro da mama metastático e formas de superar a doença. 

 

O cancro da mama é muito mais frequente no género feminino (apenas cerca de 1 % dos casos de cancro da mama ocorre no homem) e, na maioria dos casos, surge a partir dos 45 anos, num período em que as vidas profissionais e familiares destas mulheres estão particularmente ativas. 
 
Como noutras patologias, a deteção precoce da doença melhora o prognóstico e as perspetivas de sobrevivência. No entanto, existem casos em que o cancro se alastra a outros órgãos, fase em que se passa a denominar cancro da mama metastático. Apesar de não ter cura, os avanços na Medicina têm contribuído para o alargamento da esperança de vida e da qualidade da sobrevivência dos doentes.
 
O que é o cancro da mama metastático?
Fala-se de cancro da mama metastático quando a doença passou do tumor primário para outras partes do corpo – ossos, fígado e pulmões são, normalmente, os órgãos mais afetados. A cura, neste cenário, não é uma possibilidade, mas em muitos casos passamos falar de uma doença crónica, com a qual o doente poderá conviver e que, à semelhança de outras doenças crónicas, pode ser controlada através de terapêutica. 
 
Um desafio individual para superar em equipa
Um diagnóstico de cancro de mama metastático é um enorme desafio composto por diferentes batalhas em que o apoio da família, dos amigos e dos próprios colegas de trabalho serão fundamentais. No campo pessoal, poderão surgir algumas inseguranças e dificuldades que podem ser atenuadas pelos que estão mais próximos. No contexto profissional, colegas e superiores hierárquicos também poderão contribuir para a adaptação do doente à nova realidade, seja através do ajuste de objetivos, de horários ou de funções. Só com este apoio o sobrevivente poderá continuar a desempenhar o seu papel na sociedade e as funções profissionais até aí desenvolvidas de forma segura e confiante. 
 
Informação é poder
O conhecimento e a partilha de experiências podem facilitar o caminho de alguém que recebe um diagnóstico de cancro da mama metastático. A informação deve ser encontrada junto de fontes credíveis, sejam profissionais de saúde, associações de doentes com cancro da mama ou portais validados. É o caso do guia “Eu e o Cancro da Mama”, disponível em www.eueocancrodamama.pt, onde podemos encontrar informação sobre temas como diagnóstico, tratamento, emoções, saúde, relacionamentos ou trabalho. Estruturado de forma prática e redigido em linguagem acessível, pode revelar-se um verdadeiro aliado para o sobrevivente e para a sua rede de apoio. 
 
Adoção de um estilo de vida saudável
O sobrevivente deverá manter um estilo de vida saudável, desde a ingestão de uma dieta equilibrada, à manutenção de uma vida ativa e à prática de exercício físico. Muitas vezes descurada, a função cognitiva também deve ser estimulada, como se de um músculo se tratasse. A aposta nestes três pilares faz toda a diferença, não apenas na quantidade mas também na qualidade de vida.
 

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