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Opinião
Aumentar a consciencialização para o tromboembolismo venoso

Aumentar a consciencialização para o tromboembolismo venoso

Por: Ana Gomes

quinta-feira, 13 outubro 2022 11:20

Neste em que se assinala o Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro, leia o artigo de opinião da autoria de Ana Gomes, do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Pulmonar, acerca do tromboembolismo venoso, os seus fatores de risco e sinais e sintomas associados, tendo em conta que esta é a terceira principal causa de morte cardiovascular.

 

A 13 de Outubro assinala-se o Dia Mundial da Trombose, criado pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostase para aumentar a consciencialização da população em geral para o problema do tromboembolismo venoso, os seus fatores de risco e sinais e sintomas associados, tendo em conta que esta é a terceira principal causa de morte cardiovascular, logo a seguir aos acidentes vasculares cerebrais e aos enfartes do miocárdio. 
 
O tromboembolismo venoso é uma doença que se caracteriza pela formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas do corpo, mais frequentemente das pernas, que podem interromper a circulação de sangue – Trombose Venosa Profunda, mas que também podem libertar-se e viajar até aos pulmões, ficando presos nos pequenos vasos capilares pulmonares – Embolia Pulmonar.  Trata-se de uma doença potencialmente fatal e que pode afetar pessoas em todas as idades.
 
Embora existam vários fatores de risco para o desenvolvimento de tromboembolismo venoso, o mais significativo é o internamento hospitalar – até 60 % dos casos de tromboembolismo venoso ocorrem durante ou até 90 dias após o internamento, sendo a principal causa de morte hospitalar prevenível. Por esse motivo, é importante também sensibilizar os profissionais de saúde para a avaliação sistemática do risco trombótico de cada doente, nomeadamente em doentes submetidos a intervenções cirúrgicas, e para a adoção de estratégias terapêuticas preventivas, quer farmacológicas (medicamentos anticoagulantes) ou mecânicas (como meias de compressão elástica). Para além da hospitalização, existem outros fatores risco para o Tromboembolismo Venoso, como por exemplo a idade > 60 anos, a história familiar de tromboembolismo venoso, as neoplasias, o traumatismo, a imobilização prolongada, a terapêutica anti-concecional ou a gravidez. 
 
Os sinais e sintomas de tromboembolismo venoso mais frequentes são apresentar uma das pernas inchada, vermelha e quente nos casos de Trombose Venosa Profunda, e falta de ar, dor no peito e palpitações nos doentes com embolia pulmonar. O tratamento pode diferir, mas envolve habitualmente medicamentos que dissolvem os coágulos sanguíneos que se formaram e que previne a formação de novos coágulos – medicamentos anticoagulantes.
 
Concluindo, é essencial saber que o tromboembolismo venoso pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade, género ou etnia, e por isso todos devem conhecer o seu risco para desenvolver esta doença e questionar os profissionais de saúde sobre medidas de prevenção - manter um estilo de vida saudável e evitar o sedentarismo são algumas das medidas essenciais a tomar. Caso desenvolva sinais ou sintomas sugestivos de tromboembolismo venoso, deve procurar ajuda médica imediata para não atrasar o diagnóstico e para que se inicie o tratamento o mais precocemente possível, para esta doença potencialmente fatal.

 

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