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Saúde Pública
A dermatite atópica no contexto de COVID-19
quarta-feira, 13 maio 2020 12:58
A pandemia COVID-19 está a impactar a sociedade como um todo e cada pessoa em particular. E as pessoas e famílias com dermatite atópica (DA) também estão a tentar adaptar-se a esta nova realidade e a tentar reduzir o impacto e a incerteza acrescida que já era tão presente no seu dia-a-dia, e que nem sempre é fácil de gerir.
 
A DA é uma doença inflamatória da pele imunomediada e, apesar de ser uma doença crónica, não está associada a um maior risco de infeção COVID-19. No entanto, muitas pessoas com DA moderada a grave estão a fazer tratamento com medicamentos imunossupressores e a imunossupressão está associada a maior risco de doença grave.
 
Dúvidas relacionadas com o nível de risco associado à DA (que afeta o maior órgão de proteção e que é caracterizada por lesões na pele), relacionadas com tratamentos com medicamentos imunossupressores e imunonoduladores, e com os cuidados a ter perante a necessidade de desinfeção constante e o uso continuado de máscara – medidas de prevenção vitais que, infelizmente, podem contribuir para o agravamento das manifestações da DA – são das que mais chegam à ADERMAP – Associação Dermatite Atópica Portugal.
 
No contexto desta pandemia, existem diversas doenças a sofrerem mudanças consideráveis no que respeita à gestão do doente em contexto de consulta presencial. A este nível, também a ADERMAP constatou uma preocupação crescente com o controlo das “doenças não-Covid”, perante o cancelamento e adiamento de consultas. Esta preocupação foi sendo colmatada com o recurso à teleconsulta, com avaliação médica sobre a necessidade de deslocação ao hospital, especialmente nos casos em que é necessário iniciar um novo tratamento, mas a DA é uma doença que pode requerer um acompanhamento próximo em consulta presencial que as circunstâncias estão a espaçar.
 
Por outro lado, com o levantamento do estado de emergência, e por a DA não ser uma doença de risco, as pessoas com esta doença crónica estão a sair do regime de teletrabalho e a regressar aos locais físicos de trabalho. Infelizmente, algumas pessoas estão a verificar um agravamento das manifestações da doença pela necessidade de uso prolongado de máscara e de desinfeção ainda mais frequente, com natural impacto negativo na sua produtividade e ansiedade. Assim, tal como noutras doenças, urge uma maior sensibilização e compreensão para a necessidade de flexibilização e extensão do desempenho de atividades em regime de teletrabalho, com ganhos para os trabalhadores com doenças crónicas, mas também para os seus empregadores e para a sociedade.
 
Comprometida com a missão de ajudar a responder a necessidades e preocupações das pessoas com DA, a ADERMAP publicou, com o apoio de Membros do seu Conselho Científico, uma nota informativa sobre a DA e a COVID-19, com resposta às perguntas mais frequentemente colocadas no atual contexto.
 
Consciente de que o contexto pandémico, o isolamento social, e uma (potencial) menor acessibilidade das pessoas aos seus médicos assistentes, poderiam ser causas de maior preocupação ou necessidade de falar com especialistas, a ADERMAP lançou recentemente o seu CANAL ADERMAP. As primeiras ações online deste CANAL de comunicação tiveram lugar em abril e visaram o esclarecimento em direto de questões e obtenção de recomendações e orientação por especialistas nas áreas da dermatologia, imunoalergologia e psicologia clínica com o objetivo de apoiar a gestão física e psicológica desta doença crónica no atual contexto.
 
Por outro lado, preocupada em ajudar a reduzir as deslocações das pessoas com DA aos hospitais para levantamento de medicação de dispensa hospitalar, e assim reduzir o risco de contágio e vulnerabilidade das mesmas, tal como outras Associações de Pessoas com Doença, também a ADERMAP se associou à Operação Luz Verde, contribuindo para que as pessoas possam receber a sua medicação de dispensa exclusiva hospitalar na farmácia mais próxima.
 
Joana Camilo, presidente da Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP)

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