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Saúde Pública
“A adversidade constitui um fator de risco para a saúde mental”
quarta-feira, 13 maio 2020 13:14
A maioria das pessoas que vive com dermatite atópica (DA), devido às características da patologia, teve que se organizar de modo a viver com a incerteza e a imprevisibilidade do curso e manifestação da doença, e ainda, com uma considerável logística de cuidados continuados a ter (higiene, limpeza, vestuário, organização do lar, ...). Esta experiência ao lidar com uma patologia que apresenta muitos desafios comuns ao período COVID em que vivemos atualmente, parece concorrer para uma maior resiliência destas pessoas quando comparadas com pessoas que vivem sem patologia.
 
De todo o modo, a evidência demonstra que a adversidade constitui um fator de risco para a saúde mental. E mesmo que quem viva com DA até possa estar melhor preparado(a) para lidar com este momento, não significa que não tenha medos, receios e angústias.
 
No âmbito da colaboração que mantenho com a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP) enquanto Conselheira Científica, participei na realização de uma sessão especificamente dedicada à gestão social e psicológica das pessoas e famílias com esta doença no contexto da pandemia COVID-19. Para além da partilha das principais dificuldades que a situação COVID tem acarretado no dia a dia da pessoa que vive com DA e do seu agregado familiar, foram também apresentadas algumas estratégias para diminuir o impacto das dificuldades, como sejam estratégias de autocuidado; manter uma rotina; planear a semana e o fim-de-semana; realizar exercidos de respiração e de meditação; ventilar emoções com pessoas significativas e pedir apoio especializado.
 
Isabel Lourinho, psicóloga clínica e membro do Conselho Científico da Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP)

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