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Diabetes: vigiar os pés diariamente pode evitar amputações
sexta-feira, 15 novembro 2013 13:11

Manuel Azevedo Portela presidente da APP 251c3A Associação Portuguesa de Podologia (APP) lançou um alerta para a necessidade de sensibilizar os doentes diabéticos para uma vigilância constante que permita diminuir as complicações da diabetes mellitus, em especial as amputações dos pés.


"Uma amputação no pé implica custos que podem variar entre os 5 mil e os 20 mil euros por doente", explica Manuel Portela, presidente da APP, acrescentando estimar-se que "os custos com as amputações em Portugal podem chegar aos 25 milhões de euros por ano. Despesas diretas com a cirurgia, o internamento, a reabilitação do pé e do doente, a abstinência laboral, os transportes e o acompanhamento por terceiros são os fatores que mais pesam no orçamento da Saúde e da Segurança Social com as amputações dos doentes diabéticos".


De acordo com a APP, em 2011, registou-se o menor valor de amputações dos últimos dez anos, sendo a zona Norte aquela onde se verificam taxas de amputação mais baixas. Face a estes dados, Manuel Portela destaca que a atual distribuição de podologistas em Portugal é muito desigual – mais de 82 por cento exercem na zona Norte, cerca de 15 por cento na zona Centro, 5 por cento na zona de Lisboa, e na região do Algarve apenas 0,5 por cento.


"Estes dados merecem uma reflexão dos principais responsáveis da Saúde e dos próprios doentes diabéticos", considera o responsável. "A prevenção primária através de programas de educação aos doentes, uma vigilância diária dos pés e uma intervenção precoce especializada, por podologistas, podem reduzir as complicações do pé diabético, nomeadamente as amputações", defende.


A prevalência da diabetes na população portuguesa com idades entre os 20 e os 79 anos é de 12,7 por cento, o que corresponde a mais de um milhão de indivíduos. Em termos de decomposição da taxa de prevalência, em 56 por cento dos indivíduos esta doença já havia sido diagnosticada, mas não nos restantes 44 por cento, o que indicia claramente que continua a existir um significativo número de casos subdiagnosticados.

 

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