Segundo as estatísticas, uma em cada cinco crianças vão para a escola sem tomar o pequeno-almoço, por falta de tempo e/ou falta de apetite matinal.
Logo após o período de jejum noturno, onde o corpo precisou de recorrer às reservas energéticas para obter energia para se regenerar e desempenhar funções básicas, surge o pequeno-almoço – a primeira refeição do dia.
Saltar o pequeno-almoço é prolongar o período de jejum e muitas são as consequências negativas desse ato, como por exemplo, sensação de sonolência e fadiga e um menor desempenho cognitivo e físico. Mas não é tudo! Há ainda quem sofra de dores de cabeça, agitação, má disposição e maior irritabilidade.
Os substratos energéticos mais utilizados pelo nosso corpo quando se encontra em jejum são os açúcares e a proteína muscular, mas porquê? No caso do açúcar, eles são imprescindíveis para o correto desempenho das nossas funções. A proteína muscular é também uma ótima fonte de energia. Contudo, a sua utilização leva a uma redução da massa muscular e, desta forma, a uma diminuição do gasto energético em repouso. Ou seja, pode contribuir para um ganho facilitado de peso – fator de risco cardiovascular.
Para além disso, saltar o pequeno-almoço não é decisão inteligente se quer perder ou manter o seu peso, pois só irá fazer com que sinta mais fome e apetite durante a manhã e/ou almoço. Assim, irá ingerir uma maior quantidade de alimentos, podendo estes ser mais calóricos e pouco ricos a nível nutricional, levando a um consequente aumento do volume gástrico, contribuindo para o excesso de peso. E, como sabemos, o excesso de peso está associado a inúmeras doenças, como diabetes, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.
Segundo um estudo organizado pela American Heart Associatian Conference, tomar o pequeno-almoço todos os dias reduz entre 30 a 50% o risco de obesidade e de resistência à insulina. Outros estudos publicados no American Journal of Clinical Nutrition referem um menor risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.
Não se esqueça: um bom pequeno-almoço deve ser completo, variado e equilibrado, combinando todos os nutrientes necessários ao organismo.
Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia
