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Saúde
Cancro da mama: estudo demonstra que exercício físico diminui fadiga e dor
terça-feira, 12 julho 2016 11:48

De acordo com um estudo desenvolvido por um investigador da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Eduardo Oliveira, o exercício físico moderado, adaptado e supervisionado pode diminuir entre 20 a 40%a fadiga e dor associadas ao tratamento do cancro da mama em mulheres.

 

O objetivo desta investigação, que contou com a orientação da cirurgiã chefe da Unidade da Mama da Fundação Champalimaud, Maria João Cardoso, e do docente da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), José Soares, prendeu-se com a necessidade de verificar o contributo do exercício físico na melhoria da qualidade de vida das mulheres com esta patologia ao longo das diferentes fases do tratamento.

No total deste estudo, foram avaliadas 80 mulheres com idades compreendidas entre os 24 e os 78 anos, 40 das quais fazem parte do grupo de intervenção, 25 do grupo de controlo e 15 do grupo de mulheres saudáveis que faziam exercício.

As referidas mulheres foram submetidas a duas sessões semanais gratuitas de 60 minutos de exercício moderado, composto por um treino cardiovascular, trabalho de força nos membros inferiores e exercícios de mobilidade para os membros superiores. Durante o protocolo foram sendo monitorizadas de forma a verificar se estavam aptas a continuar os exercícios, excluindo-se aquelas que apresentavam anemia severa, febre ou sistema imunitário debilitado.

O estudo permitiu ainda concluir que um protocolo de exercício individualizado e ajustado para cada uma das doentes contribui para uma melhoria na aptidão cardiorrespiratória e para a funcionalidade do dia-a-dia, comparativamente às mulheres que não fazem exercícios.

"Quando uma pessoa se sente cansada, a tendência é que a sua atividade física diminua, levando a um círculo vicioso. A fadiga derivada dos tratamentos é intensa e permanente, diferente daquela que é frequentemente associada ao exercício físico e que proporciona uma sensação de bem-estar”, referiu Eduardo Oliveira.

A parte interventiva da investigação decorreu no centro de apoio Mama Help, no Porto, que se carateriza por fornecer recursos de tratamento não médico durante o processo de tratamento das mulheres com cancro da mama, a fim de atenuar alguns sintomas associados ao mesmo.

Fonte: Jornal Enfermeiro

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