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Saúde
Conhece a importância da hidratação no verão?
quarta-feira, 13 julho 2016 12:21

Nesta época do ano, o aumento da temperatura ambiente vem, muitas vezes, acompanhado de uma diminuição da humidade do ar, fatores responsáveis pelo aumento das necessidades hídricas.

 

O aumento da temperatura externa causa um aumento da temperatura interna do organismo, que este tenta aliviar através de uma maior taxa de sudação. Por sua vez, a diminuição da humidade leva a maiores gastos de água ao nível da respiração.

Para que essas perdas de água a nível corporal não tenham um impacto negativo no funcionamento adequado do organismo, deve ser ingerida diariamente entre 1,5L-2L de água. Quando a reposição dos líquidos perdidos não é feita corretamente, a percentagem de água da nossa composição corporal, que deve ser sempre entre 60% a 70%, diminui e afeta o desempenho de todas as funções fisiológicas.

Com consequências ao nível dos diversos sistemas orgânicos, nomeadamente a nível mental, cardiovascular, digestivo e renal, a desidratação é mais frequente nas épocas de maior calor. Do ponto de vista cardiovascular, uma hidratação adequada é importante para a manutenção de um volume sanguíneo adequado e da fluidez sanguínea, reduzindo o risco de hipertensão, tromboembolismo venoso e doença cardíaca.

Para quem não aprecia o sabor da água ou, por outros motivos, se mostra relutante a aumentar o seu consumo, pode então compensar com a ingestão de chás e infusões. Também alimentos como fruta fresca, vegetais, sopas, sumos naturais de fruta e leite, contêm uma boa percentagem de água, para além de fornecerem outros nutrientes, e devem ser incluídos de forma adequada na alimentação.

Refrigerantes, sumos comerciais e bebidas tipo Iced Teas contêm água mas também grandes quantidades de açúcar, pelo que o seu consumo regular pode não só aumentar o risco de algumas doenças, como também, derivado de algumas propriedades, a própria sede e necessidade de ingerir líquidos.

O consumo de álcool também não deve ser encarado como uma opção na reposição de líquidos ou para “matar a sede”, já que o seu efeito diurético vai ter uma ação exatamente oposta, desidratando ainda mais o organismo. O consumo exagerado deste tipo de bebidas tem ainda um impacto negativo a nível neurológico, com redução da capacidade de atenção, redução ou perdas de memória, confusão e raciocínio lento.

O álcool não tem que ser excluído da dieta individual, uma vez que alguns estudos demonstram um efeito benéfico a nível cardiovascular, com redução do risco de enfarte, AVC, doença vascular periférica e morte associada a causas cardiovasculares, contudo, esses benefícios parecem provir especificamente do consumo moderado de vinho tinto, devido à presença de componentes nesta bebida que são inexistentes ou estão presentes em menor quantidade noutras. O consumo de álcool deve ser no máximo de uma porção diária para as mulheres e duas porções diárias para homens, correspondendo cada porção a um copo de vinho.

Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia

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