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Saúde
Médicos afirmam: cancro da mama não impede mulheres de serem mães
sexta-feira, 28 outubro 2016 12:55

Apesar de atingir especialmente mulheres com idade superior aos 50 anos, quando diagnosticado em mulheres jovens, pode implicar algumas escolhas e decisões no âmbito da fertilidade. No Mês Internacional da Prevenção do Cancro da Mama, a Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) recorda que ter cancro da mama não é sinónimo de infertilidade.

 

Segundo os especialistas, são o tipo e estádio do tumor, a idade da doente e o tratamento oncológico utilizado que afetam a fertilidade feminina. Há tratamentos que permitem as mulheres com cancro da mama serem mães. O tratamento com recurso a cirurgia ou radioterapia não tem, geralmente, impacto na fertilidade. No entanto, a quimioterapia e algumas terapêuticas hormonais podem estimular a menopausa precoce e, como consequência, provocar infertilidade temporária ou permanente, nos casos mais graves.

 

“Todas as mulheres que tenham de sujeitar-se a estes tratamentos devem, antecipadamente, falar com o seu oncologista sobre os procedimentos a tomar antes do início dos tratamentos”, alerta Cláudia Vasconcelos Vieira, presidente da APFertilidade.

 

E acrescenta: “Atualmente existem várias opções de preservação de óvulos, que permitem assegurar a fertilidade independentemente do tratamento oncológico e, ao mesmo tempo, sem comprometê-lo. É possível à mulher ser mãe depois de um cancro da mama, basta que, atempadamente, em conjunto com o médico especialista, seja definido qual a melhor forma de preservação da fertilidade para cada caso específico”.

 

O congelamento de embriões é a técnica mais utilizada na maioria dos casos de cancro da mama. Os óvulos obtidos através de estímulo ovárico são fertilizados em laboratório e os embriões daí resultantes são, depois, congelados.

 

A fertilização in vitro continua a ser a representar a maior taxa de sucesso entre as técnicas de reprodução assistida. A vitrificação segue exatamente a mesma preparação utilizada no congelamento de embriões até a captação de óvulos, mas estes são criopreservados e não fertilizados. Os óvulos podem ser obtidos tanto pela estimulação hormonal como pela maturação in vitro. Uma das grandes vantagens do congelamento de óvulos é não estar dependente de um parceiro.

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