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Saúde
Associação Respira defende que acesso à vacinação antipneumocócica deve ser facilitado
terça-feira, 21 fevereiro 2017 12:35
O Programa Nacional de Vacinação prevê a vacinação antipneumoncócica dos grupos de risco, como os portadores de doenças respiratórias, para além dos recém-nascidos. A Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (Respira) defende que “por falta de informação, ou de prescrição, ainda são poucos os que estão vacinados” e adverte que “há que reverter esta situação”.

 

Para a Associação Respira, a vacinação é uma das maiores realizações em matéria de Saúde Pública. “Milhões de vidas têm sido salvas (e continuarão a ser), através dos programas de vacinação, que correspondem, em média, a apenas 0,5% dos orçamentos da Saúde”.

 

“Para os doentes com DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, a vacinação contra a pneumonia é obrigatória”, refere Isabel Saraiva, vice-presidente da Respira. “A evidência demonstra a sua eficácia, nomeadamente na redução das exacerbações que são eventos graves com consequências imprevisíveis”, acrescenta.

 

Segundo a Respira, o acesso à vacinação antipneumocócica deve ser facilitado, quer através da divulgação e da prescrição da imunização por parte dos profissionais de Saúde, quer por via do incentivo económico – no caso dos doentes com DPOC, a comparticipação prevista é semelhante à de qualquer outro adulto saudável, 15%.

 

O acesso à informação é o primeiro passo para a uma boa prevenção. “As pessoas estão pouco informadas. Temos de alterar este cenário. Mesmo no caso de quem está recomendado e pertence aos grupos de alto risco, logo, com acesso gratuito à vacina contra a pneumonia, as taxas de vacinação são extremamente baixas. Seja por falta de informação sobre os seus direitos, seja porque não houve prescrição por parte da equipa médica, o facto é que ainda há muitos grupos por imunizar”, explica Isabel Saraiva.

 

Os grupos de alto risco, como portadores de VIH, pessoas cuja imunidade está comprometida, pessoas com linfomas ou que tenham retirado o baço, estão entre aqueles que têm direito à vacinação sem quaisquer custos. À semelhança do que acontece com quem sofre de doenças respiratórias, a falta de informação e/ou de aconselhamento médico, são a principal causa das reduzidas taxas de vacinação.

 

Com o alargamento da vacinação a estes grupos, pretende-se uma redução da incidência da doença e, consequentemente, a diminuição das taxas de morbilidade e mortalidade por DIP. Previne-se, simultaneamente, complicações e sequelas da doença nos grupos mais vulneráveis, assim como o seu impacto social.

 

“As doenças respiratórias são um dos maiores desafios do século XXI mas o seu impacto em termos de Saúde e socioeconómicos está subavaliado. Em 2030, um terço da população europeia terá mais de 65 anos, o que significa, entre outros aspetos, que o peso da pneumonia se fará sentir cada vez mais. Sabendo nós que as pessoas com DPOC se incluem na faixa etária entre os 65 e os 79 anos, entendemos que um programa de vacinação eficaz deve ter em linha de conta as alterações demográficas e a gravidade da doença respiratória”, conclui a vice-presidente da Respira.

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