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Saúde
Estudos revelam que distúrbios do sono afetam vida sexual
terça-feira, 09 maio 2017 11:50
Estudos relacionados com distúrbios do sono revelam existir evidências que apontam para uma associação entre a apneia obstrutiva do sono (AOS) e disfunções sexuais. Um outro estudo, que envolveu doentes com AOS moderada a grave, demonstrou que 63% dos doentes possuem problemas conjugais e 69% manifestam diminuição do desejo sexual.

 

”Os distúrbios do sono não atingem apenas o próprio, refletindo-se também na vida conjugal e familiar. A ansiedade e depressão nos parceiros, gerada por consecutivas noites sem qualidade de sono, pelo ruído causado pela roncopatia ou pelas pausas respiratórias durante a noite, acabam por desgastar as relações, conduzido muitas vezes o casal a uma situação de rutura”, revela Fátima Teixeira, coordenadora da Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

 

“Não são raros os casos de disfunção erétil associados à síndrome da AOS. Um sono sem qualidade traz também diminuição da tolerância e aumento da irritabilidade, o que pode levar a conflitos conjugais. Trata-se de algo que também tem influência na atividade social do casal e da própria família. É muito frequente o doente na primeira consulta relatar a necessidade de dormir em quartos separados pela presença de roncopatia, fator que acaba por interferir na intimidade do casal”, acrescenta Susana Sousa, secretária da Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da SPP.

 

Na grande maioria dos casos as queixas surgem do companheiro cujo sono é também incomodado pelo ronco, pelo movimento associado aos microdespertares e pela preocupação com as apneias. Assim sendo, é habitual verificar-se a alteração de hábitos como seja a alteração da posição do ressonador, o uso de tampões auditivos, a toma de medicação e, em última instancia, a separação de espaços. Numa análise realizada pela National Sleep Foundation, dois terços dos casais relatam que o companheiro ressona, um terço refere dormir em quartos separados ou usar tampões e mais de metade dos roncopatas têm noção que perturbam o sono do companheiro.

 

No entanto, o tratamento da AOS demonstra melhoria na qualidade do sono do doente e do próprio companheiro, sendo fundamental a participação ativa deste último no tratamento para garantir uma boa adesão.

 

A Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da SPP salienta ainda que a maioria dos distúrbios do sono são tratáveis, mas apenas um terço dos doentes procura ajuda pelo que é importante levar a população a adotar medidas preventivas.

 

Saiba quais as medidas a implementar para ter uma boa noite de sono:

 

• Deitar e levantar sempre à mesma hora todas as noites;
• Evitar o tabaco, álcool e bebidas com cafeína (café, chá preto, coca-cola, entre outros) a partir do final da tarde;
• Praticar exercício físico regular preferindo os períodos da manhã ou almoço evitando a sua prática pelo menos quatro horas antes da hora de dormir;
• Criar no quarto boas condições para o repouso, temperatura adequada, pouca luz e sem ruído;
• Evite ler, ver televisão ou alimentar-se na cama;
• Faça refeições ligeiras à noite e não se alimente próximo da hora de dormir;
• Evitar sestas em caso de dificuldade em adormecer;
• Não leve as preocupações diárias para a cama, tente libertar-se delas antes de ir dormir.

 

Para mais informações consulte o site da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). 

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