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Demências atingem 150 mil pessoas em Portugal
quarta-feira, 10 abril 2013 15:14

A nível europeu, existem cerca de cinco milhões de pessoas com demência, essencialmente acima dos 60 anos, com uma prevalência de 7,2%. Em termos nacionais, os dados epidemiológicos apontam para a existência de 150 mil portugueses com demência, dos quais 90 mil com doença de Alzheimer.



"A demência tem manifestações variáveis, sendo uma das principais a deterioração da cognição, com repercussões importantes nas atividades da vida diária." A explicação é de Frederico Simões do Couto, psiquiatra no Hospital de Santa Maria e do Instituto de Medicina Molecular.

Segundo o especialista, "as áreas cognitivas afetadas são variáveis, mas as mais importantes são a memória, a linguagem e as funções executivas.". Para além dos sintomas comuns, existem outros específicos de cada demência, como, por exemplo, as alterações de comportamento, na demência frontal, ou os sintomas parkinsónicos, na demência com corpos de Lewy.

Por outro lado, refere, "apesar de não ser demência, o defeito cognitivo ligeiro (DCL) tem vindo a apresentar-se como uma entidade diagnóstica muito importante". Este define-se pela existência de uma alteração cognitiva, objetivada e importante, mas que não interfere nas
atividades da vida diária. "Incluem-se no DCL os estádios iniciais das demências, falando-se atualmente em doença de Alzheimer sem demência", adianta.

De acordo com o psiquiatra, os especialistas de MGF desempenham um papel importante no diagnóstico da demência, excluindo causas tratáveis. São fundamentais ainda no diagnóstico e tratamento de intercorrências médicas, dos sintomas psiquiátricos e comportamentais das
demências e no acompanhamento da família, especialmente no caso da depressão do cuidador.

"Providenciar terapêuticas não farmacológicas, se possível, apoiar a família na gestão dos cuidados, vigiar o estado de higiene e de cuidados, aplicar medidas protetoras, esclarecer sobre os riscos genéticos da doença e promover estilos de vida saudáveis para a cognição" são outras das tarefas que Frederico Simões do Couto refere deverem ser desempenhadas pelos médicos de família.

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