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Uma em cada 20 grávidas desenvolve diabetes
quarta-feira, 10 abril 2013 15:23

De acordo com Jorge Dores, endocrinologista do Centro Hospitalar do Porto e coordenador do Grupo de Estudo da Diabetes e Gravidez da SPD, em Portugal, este problema afeta cerca de 5% das mulheres grávidas.

O especialista explica que a diabetes surge mais frequentemente na gravidez porque, "durante esta fase, o aumento de peso da mulher e da produção de hormonas pela placenta tem tendência para fazer subir a glicose no sangue".

"Em condições normais, o organismo da mulher não permite que isso aconteça porque o seu pâncreas produz insulina que neutraliza essa tendência para a subida da glicose no sangue", lembra.

Contudo, à medida que a gravidez vai avançando, a placenta vai crescendo e, proporcionalmente, vai produzindo cada vez mais substâncias, que têm tendência para fazer subir a glicose no sangue.

O especialista esclarece que, apesar do pâncreas acompanhar esse efeito da placenta com maior produção de insulina, há mulheres em que a capacidade de produção de insulina adicional está limitada e então a glicose no sangue fica demasiado elevada. "O excesso de glicose da mãe é prejudicial para o bebé, pelo que é muito importante o seu diagnóstico no momento correto e o tratamento", alerta, referindo que, após o parto, geralmente, este tipo de diabetes desaparece devido à saída da placenta e à redução do peso da mãe.

Segundo Jorge Dores, o tratamento da diabetes gestacional consiste em fornecer ao organismo da mãe uma quantidade e tipo de alimentos que evitem a elevação da glicose no sangue acima de determinados
limites.

Jorge Dores adverte que, quando se tem este problema, há maior risco de se desenvolver nova diabetes gestacional em gravidezes futuras ou mesmo de desenvolver diabetes tipo 2, sobretudo se a mulher aumentar de peso ao longo da vida.

Para terminar, o endocrinologista refere que, se durante a gravidez houver um bom controlo da diabetes, "o risco de complicações para o bebé é mínimo". No entanto, se ele nascer com um peso excessivo
(mais de 4000 gr), traduzindo mau controlo da diabetes materna, o risco de vir a desenvolver obesidade e diabetes na adolescência ou no estado adulto "é muito significativo".

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