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Saúde
Mês da sensibilização da distonia - uma patologia subdiagnosticada em Portugal
terça-feira, 19 setembro 2017 10:46
A distonia é uma patologia subdiagnosticada em Portugal e que se não for rapidamente tratada, implica consequências graves na qualidade de vida dos doentes. O alerta é deixado pelo Campus Neurológico Sénior, unidade de Saúde de torres Vedras, no âmbito do mês de sensibilização para a distonia.

 

A cada ano, surgem, em média, seis novos casos de distonia e as formas precoces da doença são diagnosticadas antes dos 26 anos. “Embora não existam estudos conduzidos em Portugal, estima-se que existam cerca de cinco mil doentes com distonia. Começa por explicar Joaquim Ferreira, neurologista e diretor clínico do Campus Neurológico Sénior. E prossegue: “Apesar de ser uma doença rara, estão disponíveis tratamentos altamente eficazes, farmacológicos e cirúrgicos. Por esta razão, o diagnóstico correto e o encaminhamento para os centros capacitados para tratar estes doentes assume uma enorme importância. Existe ainda a convicção, entre os neurologistas que se dedicam a esta área, que existem ainda muitos doentes sem diagnóstico, com outros diagnósticos ou sem acesso ao melhor tratamento disponível”. 

 

Ao provocar movimentos involuntários lentos e repetitivos nos músculos, frequentemente incapacitantes, a distonia afeta atividades simples do quotidiano, como andar, comer ou tomar banho. De acordo com o Campus Neurológico Sénior, o problema está no diagnóstico: “Por não estarem despertos para a doença nem para os seus sintomas, os neurologistas submetem os casos menos graves a um tratamento inicial com toxina botulínica (botox) para cessar temporariamente os tremores, mas que não cura a distonia. Em casos moderados a graves, a indicação adequada é a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS)”, lê-se no comunicado de imprensa.

 

“Para alguns doentes, a DBS pode ser a única solução. É uma cirurgia que demora entre cinco a oito horas e consiste no implante de um dispositivo médico que estimula núcleos específicos no cérebro”, refere Joaquim Ferreira. “Claramente tem de haver um esforço de todos para aumentar o reconhecimento destes doentes e facilitar o acesso aos tratamentos eficazes disponíveis”, conclui o especialista.

 

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