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Saúde
O percentil do seu bebé não está na média? Há novas tabelas adequadas à realidade portuguesa
quinta-feira, 21 setembro 2017 11:05
Uma equipa de investigadores portugueses criou novas tabelas de percentis adequadas à realidade nacional. O objetivo passa por conseguir diagnósticos mais rigorosos e diminuir as preocupações dos pais quando o percentil do bebé não está na média.

 

A gravidez “é o único momento em que os pais desejam ter um filho padronizado em vez de especial”, revelou ao jornal Público, o investigador Ricardo Santos a propósito das novas tabelas. Quando, durante a gravidez, o peso e o tamanho do bebé não se enquadram na média de referência, surgem muitas vezes “preocupações excessivas” da parte dos pais. 

 

Foi essencialmente por este motivo, mas também para conseguir diagnósticos mais exatos, que uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (Cintesis) se dedicou à criação de curvas de referência de crescimento fetal e peso à nascença — vulgarmente conhecidas por tabelas de percentis — adaptadas à realidade portuguesa. O estudo, publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology, inclui uma tabela para meninos, outra para meninas e ainda uma terceira indiferenciada para os dois géneros. 

 

As tabelas de percentis são essenciais no acompanhamento das gravidezes. Permitem aos obstetras e médicos de família estimarem o tempo de gravidez, a data prevista do parto e diagnosticarem eventuais problemas de desenvolvimento dos fetos. No entanto, diz Ricardo Santos, são frequentemente sobrevalorizadas causando “grandes transtornos” aos pais. Para o investigador esta padronização “excessiva” não se justifica, até porque é fácil uma grávida obter valores que ficam fora da curva: “uma mulher com 1,90 metros que já vá na terceira gravidez terá sempre uma curva diferente de uma mulher de 1,55 metros, com 45 quilos e mãe pela primeira vez”.

 

O trabalho levado a cabo pelos investigadores portugueses baseou-se nos dados de mais de 660 mil nascimentos ocorridos em 22 instituições portuguesas. Os médicos de família e obstetras já podem descarregar gratuitamente uma aplicação (disponível apenas para Android) com os novos valores adaptados a realidade portuguesa.

 

Leia a notícia original, aqui.

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