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Saúde
Afinal a pílula aumenta ou não o risco de cancro da mama?
quarta-feira, 13 dezembro 2017 10:47
Apesar da convicção geral de que as pílulas e outros métodos contracetivos hormonais já não aumentam o risco de desenvolver cancro da mama, o estudo “Contemporary Hormonal Contraception and the Risk of Breast Cancer” realizado na Dinamarca, veio mostrar o contrário: o uso de métodos contracetivos hormonais continua a provocar um aumento do risco de cancro da mama tal como as pílulas e os dispositivos intrauterinos mais antigos.

 

O artigo foi publicado na passada quinta-feira, 7 de dezembro, no jornal The New England Journal of Medicine. Os investigadores concluíram que quem usa um qualquer método hormonal por cinco ou mais anos regista um aumento de 20% no risco de desenvolver cancro da mama, embora o risco aumente também com a idade e conforme a fórmula do contracetivo usado.

 

A investigação, que começou em 1995, acompanhou 1,8 milhões de mulheres entre os 15 e os 49 anos, durante 10 anos. Neste período, foram registados 11.517 mil novos casos da doença. Os riscos não dizem respeito apenas a utilizadoras da pílula contracetiva, mas também às mulheres que usam anéis vaginais, implantes e alguns dispositivos intrauterinos (nem todos libertam hormonas).

 

No entanto, os especialistas alertam que existem benefícios, pois o uso de contracetivos orais está também relacionado com a diminuição do risco de cancro dos ovários, do endométrio e do colorretal em idades mais avançadas. Assim, concluem os especialistas, é preciso avaliar individualmente cada caso.

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