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Saúde
Reações adversas a medicamentos: a importância de comunicar
segunda-feira, 18 dezembro 2017 11:38
O Infarmed lançou recentemente um novo portal que permite aos cidadãos e aos profissionais de saúde notificar rapidamente reações adversas a medicamentos. Apesar de o número de notificações estar a aumentar, há ainda um problema de subnotificação, sobretudo por parte dos utentes, que foi recentemente destacado num estudo europeu da Universidade de Duisdburg-Essen, na Alemanha.

 

Apenas 982, o equivalente a cerca de 4% do total de notificações de efeitos adversos a medicamentos registadas entre 2012 e o terceiro trimestre deste ano, foram realizadas por utentes, tendo as restantes sido efetuadas pela indústria e por profissionais de saúde. Em declarações ao Diário de Notícias, Michael Kaeding, responsável pelo estudo em causa, revela que, apesar de baixa tendo em conta a população residente em Portugal, a percentagem de notificações originárias dos doentes está em linha com que se passa “em todos os seis países” analisados no relatório: Portugal, Reino Unido, Finlândia, Polónia, França e Alemanha.

 

Do lado dos profissionais de Saúde, o mesmo estudo revela que a falta de tempo e o medo de repercussões legais são os principais entraves à notificação de reações adversas: Relativamente à falta de tempo, os autores do estudo descrevem uma situação particularmente crítica em meio hospitalar, “onde médicos e enfermeiros estão sobrecarregados”, lê-se no comunicado de imprensa enviado às redações. A análise indica também que muitos médicos e outros profissionais não estão sequer informados sobre a sua obrigação legal de notificar ou não estão sensibilizados para a importância desta tarefa.

 

As notificações das reações adversas a medicamentos revelam efeitos secundários que não eram conhecidos e permite conhecer melhor o perfil dos fármacos, o que garante maior segurança na sua utilização. De acordo com o especialista alemão, estima-se que as “reações adversas representem 5% de todos os internamentos hospitalares e causem cerca de 200 mil mortes por ano na UE, custando cerca de 80 mil milhões de euros”. Neste contexto, uma das recomendações do estudo é que sejam feitas “mais campanhas de sensibilização junto da população para melhorar o conhecimento público acerca da farmacovigilância”. Outra é para que seja instituída a “obrigatoriedade de aulas sobre a importância da farmacovigilância e a necessidade da notificação de reações adversas para todos os estudantes de Medicina e Farmácia”, assim como “formação adicional para todos os profissionais de saúde, incluindo a gestão hospitalar”.

 

O novo portal RAM, já em funcionamento, visa precisamente incentivar a notificação de reações adversas e fortalecer a monitorização da segurança dos medicamentos. “É muito mais fácil de preencher, bastando apenas cinco minutos para colocar a informação mínima necessária para avaliar a reação adversa”, começa por explicar o comunicado. Caso haja maior disponibilidade, o cidadão/profissional de saúde pode indicar mais dados, que facilitarão o tratamento e o processamento da informação”, refere o Infarmed.

 

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