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Saúde
OMS alerta: brinquedos ruidosos podem por em causa a audição dos mais pequenos
segunda, 08 janeiro 2018 12:00
Apesar da lei europeia definir como limite máximo para brinquedos os 125 decibéis (dB), a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda níveis de ruído superiores a 85 dB. Os especialistas alertam que os pais devem estar atentos, porque as consequências implicam não só problemas auditivos, como também dificuldades de aprendizagem e concentração.

 

Em declarações ao Diário Notícias, Dulce Martins Paiva começa por explicar que “a Organização Mundial da Saúde indica que o nível máximo de ruído permitido por brinquedo é de 85 decibéis (dB), apesar de a norma europeia relativa às propriedades físicas e mecânicas dos brinquedos (EN-71) que, entre outras coisas, fixa o nível sonoro máximo na conceção de brinquedos seguros, definir como limite o valor máximo em 125 dB para brinquedos com fulminantes”. A diretora da GAES - Centros Auditivos em Portugal aconselha os pais “a avaliarem o nível de ruído emitido pelos brinquedos oferecidos aos filhos”, porque, garante, há casos em que chega aos 135 dB.

 

Guitarras, minibaterias, carros, armas e MP3 são apenas alguns dos brinquedos que parecem inofensivos mas podem constituir um perigo para a saúde auditiva das crianças e não só. Se o nível de ruído ultrapassar o recomendado, podem conduzir a uma perda gradual da audição, que terá consequências no desenvolvimento global da criança. O pediatra Hugo Rodrigues refere que o aparelho auditivo, que “está a desenvolver-se para responder a uma determinada frequência e intensidade de sons”, “se for sujeito constantemente a intensidades muito altas, são ativados constantemente os recetores e provocamos uma desabituação a valores mais baixos”. “Por isso é que as crianças ficam a ouvir pior, porque desabituam o ouvido a responder a intensidades sonoras mais baixas”, explica.

 

Além das implicações diretas na audição, o pediatra diz que a capacidade de concentração, abstração e resposta da criança pode também ficar afetada, já que esta “precisa de estímulos cada vez mais intensos para conseguir estar atenta”. Dulce Paiva acrescenta que esta situação acaba por prejudicar o desenvolvimento global da criança, tanto a nível emocional como social, mas sobretudo ao nível da linguagem. “Ao deixar de estar exposta ao estímulo da linguagem existe um desfasamento do seu desenvolvimento linguístico, com repercussões na aprendizagem”.

 

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