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Saúde
Sociedade Portuguesa de Cardiologia defende o direito a ser reanimado
quarta, 10 janeiro 2018 12:34
Numa sessão convocada pela Comissão Parlamentar da Saúde, que decorreu ontem, o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia defendeu que o direito a ser reanimado deve ser encarado como um direito humano inalienável. O cardiologista João Morais referiu mesmo que é preciso mudar o panorama da morte súbita cardíaca em Portugal.

 

Segundo a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), a morte súbita pode ser evitável se forem dados os passos certos, mas, acrescentou João Morais, são precisos meios para recorrer as vítimas: “Podemos estar rodeados de médicos, mas se não temos os meios necessários para socorrer um cidadão perante um episódio de morte súbita, a situação não se vai resolver”.

 

Em Portugal registam-se cerca de 10 mil casos de paragem cardiorrespiratória por ano e segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), citados pela SPC em comunicado, apenas 3% das vítimas sobrevive. “Não existe uma cultura de socorro enraizada na sociedade portuguesa e, segundo o INEM, em 57% das paragens cardiorrespiratórias presenciadas não é realizada qualquer manobra de reanimação até chegada do socorro”, lê-se no documento enviado às redações. A área da prevenção da morte súbita cardíaca, no entender dos cardiologistas, está longe de ter uma resposta adequada e é, por isso, um dos domínios onde ainda há muito por fazer.

 

A Sociedade propõe-se a perseguir um ideal em que todos os cidadãos usufruam do direito a ser reanimados, ou seja, que num episódio de morte súbita, e enquanto as equipas do INEM não chegam, os portugueses possam contar com a ajuda de cidadãos com formação para aplicar suporte básico de vida e que possam aceder e manusear um desfibrilhador automático externo (DAE), caso tenham formação para o fazer. Para o efeito, a SPC propôs à Comissão de Saúde criar um grupo de trabalho exclusivamente dedicado ao tema da prevenção da morte súbita que inclua o INEM, a Cruz Vermelha, os bombeiros, o Conselho Português de Ressuscitação, a SPC e outras entidades para que, em conjunto, possam apresentar um conjunto de medidas que promovam o direito dos portugueses a serem reanimados.

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