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Saúde
Jovens portugueses com baixos níveis de vitamina D, aponta estudo da EPIUnit
sexta, 12 janeiro 2018 12:53

A Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) realizou um estudo que avaliou os níveis de vitamina D dos adolescentes portugueses, publicando até ao momento dois artigos. Os jovens integrados neste estudo apresentaram baixos níveis de vitamina D.

 

"Relationship between dietary vitamin D and serum 25-hydroxyvitamin D levels in Portuguese adolescents", o artigo publicado em outubro de 2017 na revista Public Health, integra um estudo que avaliou jovens com 13 anos de idade, de escolas públicas e privadas da cidade do Porto, que pertenciam à coorte EPITee, uma iniciativa que arrancou em 2003 com o objetivo de compreender como os hábitos e os comportamentos adquiridos na adolescência se refletem na saúde do adulto. Face aos resultados que apontam para baixos níveis de vitamina nos adolescentes, a investigadora Maria Cabral explica como reverter esta situação: "a ingestão de vitamina D por via da alimentação, poderá ser uma forma importante de aumentar os níveis gerais deste micronutriente". O pescado está entre os alimentos mais ricos em vitamina D.

 

Segundo a investigadora, este estudo retrata o estado da vitamina D nos adolescentes portugueses, não favorável aos jovens devido à importância do micronutriente neste período. "Na adolescência, a vitamina D desempenha um papel central no metabolismo do cálcio e no crescimento ósseo, funções que são essenciais para os adolescentes. Esta fase é também particularmente importante, porque é um período sensível para o espoletar de um perfil de risco cardiovascular, cujas manifestações se detetam mais tarde na vida", explica Maria Cabral.

 

Em 2016, outro artigo do estudo publicado no International Journal of Cardiology, intitulado de "Vitamin D levels and cardiometabolic risk factors in Portuguese adolescents", apontava para uma possível relação entre a vitamina D e os níveis de colesterol, concluindo que os jovens com menores níveis de colesterol eram os que apresentavam mais vitamina D no organismo. Na altura o estudo não estabeleceu uma associação entre os baixos níveis de vitamina D e fatores de risco cardiovasculares como o colesterol, mas evidenciou uma relação fraca, mas positiva, entre a vitamina D ingerida e a sérica, aquela que é doseada no sangue. "Apesar de a correlação ser ténue, este resultado revela que há uma relação entre o que é ingerido e os níveis de vitamina D no sangue, suportando que o aumento das fontes alimentares de vitamina D pode ser benéfico para elevar também os níveis da vitamina D sérica", explica a investigadora.

 

Fonte: Notícias.UP

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