FacebookTwitterYoutubeInstagramWhatsapp

Plataforma de Atualização Diária

Imagem Desdobramento
Saúde
Mieloma múltiplo e necessidades emocionais: a conjugação que leva a uma pior qualidade de vida
sexta, 19 janeiro 2018 11:24
O projeto vencedor da bolsa criada pela Associação Portuguesa contra a Leucemia (APCL) e a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) é o primeiro estudo português que analisa o impacto das variáveis psicossociais na qualidade de vida dos doentes e cuidadores com mieloma múltiplo (MM). As conclusões do estudo, em que participou a Universidade do Minho (UM), apontam que os doentes com necessidades emocionais apresentam pior qualidade de vida.

 

Mieloma múltiplo é uma doença oncológica no sangue e, no estudo financiado pela biofarmacêutica Celgene, os doentes com esta patologia e com necessidades emocionais apresentam pior qualidade de vida em todos os domínios avaliados: sintomas da doença, efeitos secundários, imagem corporal e perspetiva de futuro. Os doentes que foram diagnosticados há mais tempo relatam mais necessidades não satisfeitas em termos de informação, preocupações financeiras, acesso ao tratamento e saúde emocional, o que se associou a uma pior qualidade de vida numa perspetiva de futuro. As necessidades emocionais, a sobrecarga e a morbilidade psicológica revelaram-se determinantes para a qualidade de vida dos cuidadores.

 

“Com este estudo percebemos melhor as dificuldades psicossociais dos doentes com esta doença maligna pois, até aqui, não se sabia o que mais influenciava a sua saúde emocional e de que forma é que esta pode afetar o seu tratamento e qualidade de vida”, explica Maria da Graça Pereira, investigadora da UM e coordenadora do projeto: “Necessidades e Qualidade de Vida em Doentes com Mieloma Múltiplo e seus Cuidadores”.Os dados obtidos demonstram ainda a grande importância do trabalho desenvolvido pelas associações de doentes com programas implementados nos serviços de saúde, a principal via de apoio dos doentes com MM e os seus familiares.

 

Para além dos doentes, o estudo analisou também alguns cuidadores, concluindo que os do sexo feminino e que cuidavam dos doentes com idade avança eram os que apresentavam melhor qualidade de vida. O estudo afirma que os cuidadores mais informados são os que melhor acompanham o doente e, por isso, a investigadora realça a importância do papel do Serviço Nacional de Saúde (SNS): "Temos agora as ferramentas informativas necessárias para aplicar em programas específicos e estratégias integradas junto do Serviço Nacional de Saúde e profissionais de saúde”, refere.

 

Esta investigação estudou 70 pessoas com MM, a receber tratamento no Hospital de Braga, Centro Hospitalar do Porto e Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, com uma média de 68 anos e com o diagnóstico de MM feito, em média há 68 meses (5,7 anos). 50 cuidadores fizeram também parte deste estudo, sendo 70% deles do sexo feminino.

PUBLICIDADE

© 2019 Vital Health | Todos os direitos reservados | Designed by IPSPOT_ and Developed by Webview