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Saúde
Novos dados sobre o álcool: projeto quer médicos a referenciar pessoas com esta dependência
quinta-feira, 08 fevereiro 2018 10:55
O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) apresentou ontem, dia 7 de fevereiro, o relatório anual sobre A Situação do País em Matéria de Álcool 2016. Dados os resultados da investigação, que apontam para o aumento de intoxicações alcoólicas e para a diminuição da fiscalização da venda de bebidas alcoólicas a menores, o SICAD prevê a criação de um projeto em que os médicos e enfermeiros estão integrados numa rede de referenciação de pessoas com problemas relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas.

 

O objetivo é detetar hábitos de risco que podem transformar-se em problemas de saúde mais tarde, ou que já o são, mas sem que o utente do centro de saúde se aperceba. O projeto desenvolvido pela SICAD irá envolver um questionário feito a quem se dirija a uma destas unidades e através dos quais os profissionais tentarão detetar indícios da existência de consumos anormais de bebidas alcoólicas.

 

Este projeto surge numa altura em que o relatório sobre A Situação do País em Matéria de Álcool 2016 revela um aumento do consumo nas mulheres e nas faixas etárias mais velhas (a partir dos 45 anos) e uma menor fiscalização da venda de bebidas alcoólicas a menores. De acordo com os dados que as autoridades forneceram, em 2016 foram fiscalizados 12.193 estabelecimentos comerciais, número que representa uma descida de 22% em relação a 2015.

 

Em entrevista ao Diário de Notícias (DN) Manuel Cardoso, subdiretor do SICAD, mostra-se insatisfeito com esta diminuição da fiscalização. "A lei diz que quem vende e serve bebidas a menores deve ser penalizado. Tem de se atuar por aqui. Punir quem serve e vende aos menores", explicou. Este responsável admite ainda que as entidades responsáveis por essa fiscalização "possam ter falta de recursos", mas salientou que "a verdade é que a fiscalização é pouca. Toda a gente que saia à noite vê menores a consumir”.

 

Relativamente a outro ponto analisado no relatório, as intoxicações alcoólicas, o subdiretor do SICAD explica: "As intoxicações alcoólicas aumentaram de 37 (em 2015) para 45 (2016). A morte por intoxicação alcoólica é inaceitável. Aliás, morreram mais pessoas por este consumo do que por overdose por drogas - 27, em 2016. Uma descida em relação às 40 do ano anterior". Por isso, Manuel Cardoso considera de extrema importância identificar os comportamentos de risco, daí o desenvolvimento deste projeto.

 

Também ontem o SICAD apresentou o relatório anual sobre A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016, que revela uma diminuição da overdose (menos 33%), em relação aos dois anos anteriores. O relatório revela ainda que, em 2016, foram instaurados 10.765 processos de contraordenações por consumo de droga, o valor mais elevado desde 2001 e que representa um ligeiro aumento (4 %) face a 2015. A maioria dos processos (86 %) estavam relacionados com a posse de canábis.

 

Consulte aqui os relatórios anuais da SICAD.

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