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300 mil portugueses necessitam de melhor intervenção para controlar a asma
segunda-feira, 06 maio 2013 09:59

artigo BXP39632h d94dfA falta de ar e o cansaço são dois sintomas característicos da asma, cujo dia é assinalado a 7 de maio. O sucesso do tratamento desta doença inflamatória das vias respiratórias, que afeta 300 milhões de pessoas em todo o mundo, depende da prevenção precoce ditada por um diagnóstico também precoce. Segundo o Inquérito Nacional de Prevalência e Controlo da Asma, em Portugal, atinge mais de um milhão.

 


De acordo com uma pesquisa coordenada por Mário Morais de Almeida, presidente da SPAIC (Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica), as taxas por 100 mil habitantes têm descido cerca de 19%, em 10 anos. Tal não se verifica na população mais jovem onde, aliás, é notória uma estabilização. Um dos últimos estudos indica que a asma atinge 12% dos menores.


O arsenal terapêutico, assim como as medidas não farmacológicas, "permitem o controlo em mais de 90% dos doentes, restituindo-lhes a qualidade de vida e evitando os elevados custos sociais e económicos associados à asma mal controlada", afirma o imunoalergologista Rodrigo Alves.


Mas o especialista indica que estudos nacionais demonstram que menos de 60% dos doentes têm a doença controlada. Ou seja, nas suas palavras, "cerca de 300 mil portugueses com asma ativa carecem, ainda, de melhor intervenção para controlar a sua doença". Este facto é consequência do subdiagnóstico e do subtratamento, mais frequentes nos grupos etários pediátricos e geriátricos, nos asmáticos com excesso de peso, nas classes socioeconómicas mais desfavorecidas e com menor grau de escolaridade.


Depois de efetuada a avaliação do doente alérgico, o correto programa de abordagem para controlar a doença deve ir além da prescrição de medicamentos. "É importante identificar e evitar a(s) causa(s) das queixas", frisa Mário Morais de Almeida.


Dá como exemplo os alergénios do ambiente exterior ou interior dos edifícios. "Para o doente alérgico, existem outras razões para os sintomas se manifestarem, agravando a problemática destas afeções, ou seja, existem sempre respostas específicas e outras razoavelmente inespecíficas, como é o caso do tabaco ou da atividade física, desejável, mas por vezes difícil, se a patologia não estiver controlada", acrescenta o presidente da SPAIC.


Por isso, Rodrigo Alves considera importante dar ao doente um plano onde constem medidas gerais (evicção de irritantes como o tabaco ou agentes ocupacionais e de alergénicos), a terapêutica de agudização e o tratamento de controlo. E salienta que a Norma de Orientação Clínica da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre "Abordagem e controlo da asma" foi recentemente revista, refletindo as regras do seu tratamento. Segundo o documento da DGS, "no seguimento do doente asmático, em todos os grupos etários, tem que ser feita uma avaliação do controlo clínico correspondente às últimas quatro semanas antes da consulta".

 

Texto publicado no Jornal de Saúde Pública, 4 de maio 2013

 

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