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Saúde
Idosos de zonas desfavorecidas com menos probabilidade de viver até mais tarde
sexta-feira, 13 abril 2018 12:06
Os idosos que vivem em locais com maior privação socioeconómica têm menor probabilidade de atingir idades mais avançadas. As conclusões são de um estudo que envolveu a Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e analisou a influências das condições socioecónomicas na longevidade das pessoas idosas em Portugal, Espanha, França, Itália e Inglaterra.

 

O estudo indica que os fatores socioeconómicos dos locais influenciam a longevidade dos idosos. Tomando a Europa como um todo, “os homens que habitavam nas zonas mais favorecidas apresentavam uma probabilidade de sobrevivência de 37,4% e os que viviam em locais menos favorecidos de 32,4%”, explica a primeira autora da investigação, Ana Isabel Ribeiro.
 
Comparando os cinco países, verificou-se que Portugal é aquele que apresenta a menor probabilidade de sobrevivência entre a população idosa. “Apesar de termos menores desigualdades dentro do nosso país, temos, probabilidades de sobrevivência nesta idade inferiores a estes quatro países da Europa”, explica Ana Isabel Ribeiro.
 
No que diz respeito às mortes que podiam ser prevenidas, concluiu-se que “seria possível aumentar a probabilidade de sobrevivência em 7,1%, se eliminássemos as diferenças socioeconómicas entre os locais. E, se as atenuássemos apenas, teríamos um aumento de cerca de 1,6% na probabilidade de sobrevivência”, avança a investigadora.No caso dos homens, e tomando a Europa como um todo, remover essas diferenças equivaleria a aumentar o número de sobreviventes em cerca de 92 mil. Já nas mulheres, o número subiria para 282 mil.
 
O trabalho, publicado na revista “International Journal of Public Health”, "procurou avaliar as condições socioeconómicas dos locais de residência, isto é, o conjunto das condições da habitação, escolaridade, desemprego, entre outros, que influenciavam a longevidade das pessoas idosas, mais concretamente, a probabilidade de sobreviverem além dos 85 anos". Quem o explica é Ana Isabel Ribeiro, primeira autora da investigação.
 
O estudo estimou também qual seria o aumento percentual em termos de sobrevivência dos idosos se fossem eliminadas as diferenças socioeconómicas entre os locais e estimou quantas mortes poderiam ser prevenidas se essas diferenças fossem reduzidas.
 
O trabalho intitulado Does community deprivation determine longevity after the age of 75? A cross-national analysis, é também assinado pelos investigadores Elias Teixeira Krainski, Marilia Sá Carvalho, Guy Launoy, Carole Pornet e Maria de Fátima de Pina.

 

Fonte: notícias U.Porto

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