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Um terço das mulheres desenvolve osteoporose na menopausa
quinta-feira, 09 maio 2013 10:47

artigo 70021 b9179Alguns sintomas da menopausa, difíceis de transpor para a carência hormonal, causam muito sofrimento às mulheres e diminuem significativamente a sua qualidade de vida. Fátima Romão, presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa, alerta ainda para o facto de as mulheres, que até à idade da menopausa estavam protegidas das doenças cardíacas, ficam agora mais predispostas. Um terço, na pós-menopausa, irá desenvolver osteoporose. No entanto, todas estas situações podem ser corrigidas com uma abordagem terapêutica personalizada e adaptada ao estilo de vida da mulher.


A menopausa corresponde à data da última menstruação, mas, por vezes, "os sintomas vasomotores e as irregularidades menstruais precedem em alguns meses ou anos esta data, deixando a dúvida se a pessoa está ou não na menopausa e atribuindo toda a sintomatologia a outras causas como, por exemplo, a depressão", explica Fátima Romão.


Trata-se de uma fase da vida da mulher em que sintomas como a insónia, a falta de concentração, a taquicardia, o esquecimento ou as alterações do humor com choro fácil "são difíceis de transpor para a referência de carência hormonal e causam muito sofrimento a quem os tem, diminuindo significativamente a qualidade de vida".


Esta etapa fisiológica da vida da mulher comporta, assim, "algumas alterações físicas que podem ser, se não evitadas, pelo menos atenuadas com o uso de terapêuticas médicas-hormonais ou alternativas -- melhoria da dieta (o que não significa comer menos, mas comer melhor) e combate ao sedentarismo".


Tratamento personalizado e adaptado ao estilo de vida da mulher


A menopausa, não sendo uma doença, vai dar origem a várias patologias por défice hormonal. Como refere a presidente da SPM, "as mulheres que até à idade da menopausa estavam protegidas das doenças cardíacas ficam agora mais predispostas. Do mesmo modo, um terço das mulheres em pós-menopausa vai sofrer de osteoporose".


No entanto, todas estas situações "podem ser corrigidas atempadamente se pensarmos nelas". Fátima Romão recomenda que, caso não haja contraindicações, todas as mulheres que apresentem sintomatologia ou risco de patologia cardiovascular ou osteoporótica "devem fazer tratamento hormonal".
De acordo com a especialista, "existem vários tipos de tratamento, hormonal ou outros, com várias vias de administração, que deverão ser adaptados a cada mulher". Ou seja, "as doses e as abordagens terapêuticas terão de ser personalizadas, adaptadas ao desejo da mulher e ao seu estilo de vida".


Exames periódicos a partir dos 50


Além das consequências da menopausa, Fátima Romão faz notar que "é também a partir dos 50 anos que surgem outras patologias, como as oncológicas". Isso significa que "além da instituição da terapêutica, é altura de manter em ordem alguns exames e torná-los periódicos, em função dos fatores de risco das doentes e dos protocolos instituídos".


Nomeadamente, "a mamografia deverá ser anual ou bianual, conforme as características de cada mulher. A densitometria também já tem, neste momento, normas instituídas, sendo a primeira pelo menos aos 65 anos, se não houver necessidade contrária, como seja uma fratura prévia ou uma história familiar pesada".


Texto publicado no Jornal Médico, maio 2013

 

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