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Saúde
Hospital Lusíadas Porto aposta em equipa multidisciplinar no diagnóstico e tratamento da doença de Parkinson

O Hospital Lusíadas Porto anunciou, no último dia 11 de abril, a criação do Centro Multidisciplinar da Doença de Parkinson, na data que assinalou o Dia Mundial da Doença de Parkinson. O projeto conta com uma equipa que reúne especialistas de diversas áreas da Medicina e que será capaz de “oferecer todas as soluções que existem em termos de diagnóstico e tratamento” para esta doença “muito frequente e que pode causar uma incapacidade muito grande”, como explica Alexandre Mendes, neurologista.

 

Fazem parte da equipa neurologistas, neurocirurgiões, neurorradiologista, neuropsicólogo, psiquiatra, fisioterapeuta e enfermeiro, com particular interesse e experiência em doenças do movimento, designadamente no tratamento com estimulação cerebral profunda.

“Trata-se de uma doença muito estudada e que tem diversos tratamentos”, explica Alexandre Mendes, lembrando que “existem diretivas por parte de organizações internacionais de Saúde que indicam que os doentes com doença de Parkinson devem, idealmente, ser seguidos numa consulta de doenças do movimento”, por profissionais que se especializaram tanto nesta patologia como em outras doenças do movimento. “Esse seguimento especializado permite melhor controlo dos múltiplos sintomas da doença”, realça o neurologista.

Desta forma, e tal como acontece no Centro Multidisciplinar do Hospital Lusíadas Porto, os neurologistas especializados devem ser acompanhados por especialistas de outras áreas também com experiência acumulada em doenças do movimento. Isto acaba por representar uma vantagem que se constata logo na fase do diagnóstico, pois “a imagem é importante, permite apoiar o diagnóstico clínico da doença de Parkinson e de síndromes parkinsónicas de outras etiologias, e é fundamental numa possível opção cirúrgica, pois a precisão da cirurgia é determinante para o sucesso do procedimento e essa precisão baseia-se muito na imagem”, sublinha o especialista.

A cirurgia de estimulação cerebral profunda é um procedimento que se começou a generalizar há pouco mais de uma década e que “tem trazido benefícios para os doentes”, não só na doença de Parkinson, mas também noutras patologias do foro do movimento, como as distonias ou o tremor.

Outra vantagem, defende Alexandre Mendes, prende-se com o facto de “a doença de Parkinson não ser apenas motora”, apresentando “muitos sintomas não-motores”. “Alterações do sono, alterações do humor, alterações psiquiátricas e alterações autonómicas, como obstipação, alterações urinárias ou hipotensão arterial, podem não ser relacionados com a doença pelo doente ou pelo seu médico, se não estiver vocacionado para esta área, o que é normal”.

A atenção dos especialistas pode ajudar a controlar estes sintomas, pois “muitos deles são tratáveis”, conclui o especialista.

 

Fonte: Lusíadas

 

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