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Saúde
Doenças reumáticas: pouco mais de 20% dos doentes estão diagnosticados ou a ser seguidos por um especialista
terça-feira, 10 julho 2018 09:54

Ainda que as patologias do foro reumático se manifestem maioritariamente nos idosos, estas doenças não são exclusivas desta faixa etária. Quem deixa o alerta é a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, que afirma nunca ser cedo demais para começar a evitar os fatores de risco associados. Devido a esse mesmo desconhecimento e às falsas assunções, pouco mais de 20% dos doentes estão diagnosticados ou a ser seguidos por um especialista, apesar de mais de metade dos portugueses apresentar pelo menos um sinal de doença reumática.

 

Desde sempre que se tem associado o conjunto de doenças reumáticas à população mais envelhecida. Em parte, esta associação pode estar correta, como no caso da osteoporose, que está ligada à perda de massa óssea intrínseca à idade e às alterações hormonais por ela causadas. No entanto, estas doenças podem surgir nas mais variadas alturas da vida, sendo que as artrites idiopáticas juvenis, por exemplo, são, tal como o nome indica, típicas da infância e juventude.

Embora não haja cura, o tratamento adequado proporciona uma melhoria dos sintomas e uma evolução mais positiva da doença. Assim sendo, o facto de se associar estas doenças aos idosos e de sobre elas haver um enorme nível de aliteracia por parte dos portugueses, leva a uma desvalorização generalizada de sinais e sintomas típicos.

A artrite reumatoide, que tem uma prevalência muito representativa em Portugal, surge normalmente entre os 30 e os 50 anos, limitando em muitos aspetos a vida de quem com ela vive diariamente. Já o lúpus eritematoso sistémico, mais comum no sexo feminino, tende a afetar indivíduos entre os 20 e os 30 anos. Por sua vez, a espondilartrite anquilosante inicia-se de forma geral durante a juventude, entre os 15 e os 30 anos.

Como tal, é da maior importância que se comece a dar visibilidade a este problema, que afeta cada vez mais pessoas em idade produtiva, permitindo-lhes uma integração numa sociedade que ainda entende estas doenças como típicas de idosos.

 

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