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Saúde
No Dia Mundial da Alimentação especialistas alertam: sal e açúcar em excesso são dois inimigos do coração
terça-feira, 16 outubro 2018 09:58
No Dia Mundial da Alimentação, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lança um desafio à população: controlar e monitorizar o que come e bebe, uma vez que o sal e açúcar, em excesso, são dois inimigos do coração. Não deixe nas mãos de terceiros o que consome e escolha com cuidado os alimentos que compra para a sua casa e para a sua família, alerta a Sociedade.

 

Num estudo recentemente levado a cabo pela SPC, 42% dos inquiridos, numa amostra de 1583 participantes, assume ter excesso de peso e 46% assume ser sedentário. Porém, apenas 19% revela ter uma má alimentação, 22% hipertensão arterial e 8% diabetes, o que, de acordo com a Sociedade, revela que a consciência, o conhecimento e a literacia sobre números associados aos fatores de risco para a doença cardiovascular é, ainda, um caminho a trabalhar.

 

Sabendo-se que é na má alimentação, à base do consumo de gorduras, açúcar e sal, que está uma das maiores causas para o desenvolvimento da diabetes e da hipertensão arterial, e se 42% dos inquiridos nos diz que pratica uma má alimentação, a Sociedade considera ter um dado indicativo do risco associado a estas patologias maior do que aquele que é revelado pelos participantes.

 

Num comunicado divulgado à comunicação social, a Sociedade refere que um dos grandes desafios da política alimentar e nutricional portuguesa, para os próximos anos, será devolver a tradição alimentar mediterrânica ou uma adaptação. O programa nacional para as doenças cérebro-cardiovasculares destaca, como um dos objetivos a atingir em 2020, a redução do consumo de sal, 3 a 4% ao ano.

 

“O século tamanho XXL”

 

Já há quem designe o século XXI como “o século tamanho XXL”. De acordo com os dados relativos ao consumo alimentar da população portuguesa, obtidos através do Inquérito Alimentar Nacional e apresentados no relatório anual do consumo alimentar e do estado nutricional apresentado pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, conclui-se que o consumo de bolos, doces, bolachas, snacks salgados, pizzas, refrigerantes, néctares e bebidas alcoólicas representam cerca de 21% do consumo total. Todos eles alimentos com sal e açúcar em excesso.

 

Impacto da redução do consumo de açúcar e sal na saúde cardiovascular

 

Em Portugal, a obesidade infantil, apresenta números elevados face à média europeia, e a obesidade em idade adulta continua a aumentar, constituindo um dos principais problemas de Saúde Pública com o qual Portugal terá que lidar nos próximos anos.

 

Cerca de 14% das crianças portuguesas, entre os sete e os nove anos de idade, são obesas. Nos adultos, a prevalência da obesidade é de 22%, a nível nacional, sendo superior no sexo feminino e com maior expressão nos indivíduos idosos. Relativamente ao excesso de peso, também designado de pré-obesidade, tem uma prevalência de 35%.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), reduzir a ingestão de açúcar para menos de 10% e ingerir menos de 5g de sal por dia, são hábitos alimentares que designam uma dieta saudável e que reduzem o risco de obesidade, de hipertensão, de diabetes e, consequentemente, de doença cardiovascular.

 

Além do sal, ou cloreto de sódio, que adicionamos à comida, há que ter em atenção que muitos dos alimentos que já têm um elevado teor de sódio. Por exemplo, por cada 100 gramas, o leite tem 50 miligramas de sódio, os ovos 80 e o pão 250. Os níveis de sódio elevados associam-se a um aumento do risco cardiovascular, sublinha a OMS.

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