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Saúde
Liga Portuguesa Contra o Cancro alerta para desigualdades no tratamento do cancro em Portugal
segunda-feira, 05 novembro 2018 11:46

Com o intuito de promover o debate e sensibilizar os profissionais de saúde, a classe política e a comunidade em geral para a importância da prevenção do cancro e da defesa dos direitos do doente oncológico e dos seus familiares, o Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) vai realizar o 3.º Congresso Nacional de Prevenção Oncológica e Direitos dos Doentes. A iniciativa decorre durante os próximos dias 9 e 10 de novembro, na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto.

 

Atualmente, a saúde é um tema que está na ordem do dia em Portugal, com notícias constantes sobre listas de espera para cirurgia, atrasos nos diagnósticos e tratamentos, más condições das unidades hospitalares durante os tratamentos e greve dos profissionais de saúde.

E é neste sentido que surge a iniciativa da LPCC.

O cancro é cada vez mais visto como uma doença crónica e Portugal tem atualmente cerca de 500 mil sobreviventes de cancro e perto de 100 mil doentes em tratamento. Apesar da incidência estar a aumentar, a cura e a sobrevivência com grande qualidade de vida são cada vez mais evidentes. No entanto, não se verifica um planeamento estratégico de forma a responder ao inevitável aumento da doença com novos casos e novos doentes nos próximos anos.

Além disso, é fundamental combater o problema de raiz, ou seja, apostar na prevenção primária com a implementação de planos de educação estruturados nas escolas e na comunidade em geral de estilos de vida saudáveis.

Um dos principais problemas apontados por Vítor Veloso, presidente da LPCC, reside na “desigualdade de critérios no tratamento dos doentes com cancro”, o que leva a que alguns hospitais tenham “todos os medicamentos”, outros não e outros “ainda se recusam a dar os mais caros”.

A falta de igualdade nos critérios para a seleção das terapêuticas em Oncologia nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a alarmar os responsáveis da LPCC, onde chegam muitos relatos de situações de injustiça no acesso ao tratamento.

"Estamos a lutar contra as juntas médicas ignorantes e perfeitamente indignas, pela integração no mercado de trabalho após o tratamento - são cada vez mais os casos em que os doentes podem trabalhar e o empregador tem a obrigação de encontrar uma solução - e pela questão dos seguros, com prémios completamente inacessíveis, tal como os bancos que fazem crédito com juros incomportáveis”, acusa o especialista.

"Há uma dificuldade extrema para o doente oncológico e o nosso gabinete jurídico é uma mais valia porque muitas vezes os direitos dos doentes são ultrapassados", acrescenta, referindo que os doentes têm medo de se queixarem porque temem represálias por parte das instituições de saúde e por isso não se defendem, desconhecendo, muitas vezes, os seus direitos.

 

Papel da LPCC

Só no Núcleo Regional do Norte da LPCC o apoio social a doentes e familiares, no que diz respeito a medicamentos, alimentação, transportes, despesas de alojamento, ascende ao valor de um milhão de euros.

O 3º Congresso Nacional de Prevenção Oncológica e Direitos dos Doentes está direcionada para profissionais de saúde, doentes, voluntários, associações de doentes, pretendendo ser um espaço de debate. “O papel dos cuidados primários no percurso da doença oncológica”, “Multidisciplinariedade: um caminho na luta contra o cancro”, “Do planeamento da acção à qualidade dos cuidados”, “Do doente à sociedade: as redes que apoiam”, “Do conhecimento dos direitos à utilização dos serviços”, “Da qualidade de vida à morte com dignidade” são alguns dos temas previstos no programa do evento.

Um dos objetivos estatutários da Liga Portuguesa Contra o Cancro consagra a defesa dos Direitos dos Doentes Oncológicos e Sobreviventes de Cancro.

A legislação em vigor no nosso País encontra-se dispersa por diversos Decretos-Lei, Portarias e Normas de Orientação, facto que impossibilita os doentes de terem um conhecimento adequado e em tempo útil dos seus direitos nos mais diversos aspetos e setores.

O cancro já é em Portugal o principal problema de Saúde Pública, cada vez mais encarado como uma doença crónica, sendo por isso fundamental discuti-lo para que seja possível encontrar as melhores soluções.

Só no Núcleo Regional do Norte da LPCC o apoio social a doentes e familiares, no que diz respeito a medicamentos, alimentação, transportes, despesas de alojamento, ascende ao valor de um milhão de euros.

O 3º Congresso Nacional de Prevenção Oncológica e Direitos dos Doentes está direcionada para profissionais de saúde, doentes, voluntários, associações de doentes, pretendendo ser um espaço de debate. “O papel dos cuidados primários no percurso da doença oncológica”, “Multidisciplinariedade: um caminho na luta contra o cancro”, “Do planeamento da acção à qualidade dos cuidados”, “Do doente à sociedade: as redes que apoiam”, “Do conhecimento dos direitos à utilização dos serviços”, “Da qualidade de vida à morte com dignidade” são alguns dos temas previstos no programa do evento.

Um dos objetivos estatutários da Liga Portuguesa Contra o Cancro consagra a defesa dos Direitos dos Doentes Oncológicos e Sobreviventes de Cancro.

A legislação em vigor no nosso País encontra-se dispersa por diversos Decretos-Lei, Portarias e Normas de Orientação, facto que impossibilita os doentes de terem um conhecimento adequado e em tempo útil dos seus direitos nos mais diversos aspetos e setores.

O cancro já é em Portugal o principal problema de Saúde Pública, cada vez mais encarado como uma doença crónica, sendo por isso fundamental discuti-lo para que seja possível encontrar as melhores soluções.

 

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