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Saúde
Divulgado maior estudo europeu sobre a qualidade de vida das pessoas com dermatite atópica na Europa
segunda-feira, 03 dezembro 2018 11:48
A Federação Europeia de Associações de Doentes com Alergia e Doenças das Vias Respiratórias (EFA) divulgou o maior estudo de sempre sobre a qualidade de vida das pessoas com dermatite atópica (DA) na Europa. A apresentação do relatório aconteceu a 14 de setembro, data marcada pela celebração do 1.º Dia Europeu e Mundial da Dermatite Atópica e no âmbito do 27.º Congresso Anual da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), que decorreu em Paris.

 

A DA é uma doença inflamatória crónica da pele comum, associada à atopia, não contagiosa, imunomediada e determinada pela interação entre a genética e fatores ambientais. A doença é geralmente caracterizada por uma pele muito seca, descamativa e inflamada (vermelha) e um intenso prurido, sendo que as manifestações clínicas variam consoante a idade e com o grau da gravidade da doença.

 

Na Europa, quase 10% das pessoas com DA sofre de uma condição grave. As pessoas com DA grave pagam adicionalmente em média 927,12 euros por ano pelo tratamento da doença, e têm gastos extras com necessidades quotidianas, como higiene pessoal, que custam em média 18% a mais por mês.

 

De acordo com o estudo, 23% destas pessoas não têm uma visão otimística sobre a sua vida e 28% das pessoas vivem todos os dias com prurido (comichão) na pele, 17% têm a pele com fissuras, e 20% sentem a sua pele a descamar.

 

Os dados revelam ainda que uma em cada quatro pessoas sente incapacidade para lidar com a vida, especialmente acima dos 50 anos e em condições mais graves da doença, sendo que 70% dos doentes estão constantemente à procura de informações sobre tratamentos novos e mais eficientes que ajudem a melhorar a sua vida.

 

A investigação revela que 51% das pessoas tenta esconder a doença e 45% das pessoas confessa que a dermatite atópica influenciou os seus relacionamentos, vida sexual e hobbies na semana antes das entrevistas. 38% declara-se prejudicado no trabalho por causa da sua pele.

 

Aumentar a visibilidade e a compreensão sobre o real impacto das formas mais severas da doença foi um dos principais objetivos que esteve na base deste estudo de âmbito europeu.

 

O estudo “Comichão pela Vida – Qualidade de Vida e custos para as pessoas com dermatite atópica na Europa” incluiu 1.189 pessoas com dermatite atópica grave de nove países da União Europeia.

 

“A EFA quer promover uma maior compreensão entre as pessoas que não têm a doença para ajudar os europeus que vivem de forma atípica devido à dermatite atópica grave a terem uma vida mais normal”, afirma Susanna Palkonen, diretora da EFA.

 

Focado na análise da qualidade de vida e das vivências das muitas pessoas que vivem com dermatite atópica grave, o relatório final destina-se a informar e sensibilizar todos os que não têm a doença. Em particular, o documento alerta para a necessidade dos profissionais de saúde não se focarem apenas no tratamento dos sintomas, mas no tratamento da da doença.

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