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Saúde
App que promete ajudar doentes com Parkinson disponível em breve
quarta-feira, 09 janeiro 2019 10:20
Chama-se ONParkinson e promete ser resposta às necessidades das pessoas com doença de Parkinson. A aplicação acabou de avançar mais um passo com o apoio da Aubay. Esta parceria possibilita que estejam numa nova fase de testes num projeto a ser desenvolvido pelas escolas superiores de Saúde e Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

 

A aplicação promete capacitar os doentes de Parkinson e respetivos familiares/cuidadores para uma melhor gestão da sua patologia.

 

O primeiro protótipo já está pronto para testes de médio prazo, graças à consultora Aubay Portugal, que ofereceu 10 tablets no mês de dezembro. Estes equipamentos vão permitir a introdução consecutiva de dados e, deste modo, testar a usabilidade e potenciar a personalização que esta nova ferramenta vem permitir.

 

O projeto ONParkinson distingue-se por causa do seu enfoque na comunicação entre a tríade utente, familiar/cuidador e profissional de saúde.

 

Inclui as componentes de aplicação móvel, para utilização personalizada por parte das pessoas com doença de parkinson e familiares/cuidadores, bem como de plataforma web, através da qual os profissionais de saúde podem definir os respetivos planos de exercício e progressões.

 

“Tendo em conta as aplicações que já existem, procurámos, compreendendo a evolução da doença, introduzir desde o início a figura do cuidador, que é algo que nós não encontramos no mercado. É esta a grande mais-valia da aplicação”, explica Carla Pereira, docente da ESS/IPS e uma das duas coordenadoras do projeto que, tal como o nome indica, se foca no período “on”, aquele em que o paciente se encontra ainda em estado de boa função motora.

 

Patrícia Macedo, da ESTSetúbal/IPS, destaca o carácter “multidisciplinar” do projeto, pelo qual já passaram equipas de estudantes de áreas como Fisioterapia, Engenharia Biomédica e Engenharia Informática, bem como o facto de este ter como ponto de partida as “necessidades reais dos doentes”, apuradas através de um “estudo aprofundado junto da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk)”. “Partimos daí e depois fomos tentar perceber como é que a ciência poderia ajudar a construir uma solução que desse resposta a estas necessidades”, descreve.

 

Quanto à recente oferta da consultora em tecnologia Aubay, as coordenadoras concordam que será um “impulso grande” para o projeto, permitindo avançar para uma nova fase. “Sem passarmos por uma fase de utilização continuada, com introdução consecutiva de dados, os algoritmos não conseguem aprender, porque não foram treinados. Esse treino precisa de tempo e para ter esse tempo precisamos de equipamentos disponíveis”, consideram.

 

“As pessoas e a tecnologia são o core da Aubay e, por isso, engrandece-nos muito colaborar com o IPS neste projeto que procura colocar a ciência ao serviço da saúde, ajudando com um maior acompanhamento da doença de Parkinson à distância”, referiu Fábio Pina, happiness manager da empresa em Portugal.

 

Fábio Pina realçou, ainda, a “forte ligação” que existe entre a instituição de ensino e a Aubay, com vários diplomados IPS entre os seus colaboradores, “amizade” que deverá manter-se em futuras parcerias, nomeadamente sob a forma de estágios para estudantes.

 

O projeto ONParkinson, coordenado pelos departamentos de Fisioterapia da ESS/IPS e de Informática da ESTSetúbal/IPS, está a ser desenvolvido em parceria com a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

 

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