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Saúde
Genética, desporto e alimentação. Qual a relação? Já é possível adaptar o estilo de vida aos genes
sexta-feira, 08 fevereiro 2019 12:06
Cada pessoa possui um perfil genético único, com necessidades nutricionais únicas. É por isso que um plano alimentar baseado na genética é duas a três vezes mais eficaz do que um plano convencional. É neste contexto que surge a nutrigenética, área que é explicada pela Carla Guilhas, especialista em Medicina Preventiva Personalizada da SYNLAB, uma rede de laboratórios de análises clínicas e diagnósticos médicos.

 

Num comunicado divulgado à comunicação social, Carla Guilhas, especialista em Medicina Preventiva Personalizada da SYNLAB, refere que a “grande maioria das pessoas tem uma ideia generalizada do que significa ter uma alimentação saudável: redução de hidratos de carbono, ingestão de carnes brancas, leguminosas e frutas, e prática de exercício físico regular”.

 

Mas, assegura a especialista, nesta equação, falta um fator indissociável: o perfil genético. “Os genes podem ser comparados a uma impressão digital: são únicos em cada pessoa e, por isso, definem as características individuais”, explica.

 

Essas característica podem, por exemplo, ser a explicação para o facto de fazermos diariamente um certo tipo de desporto e alimentação que consideramos que são os mais recomendados na perda de peso, e depois não vermos resultados.

 

“A boa notícia é que a responsabilidade pode ser, em parte, da genética”, esclarece, referindo, ainda, que “a notícia ainda melhor é que isso não é motivo para desistir: conhecendo o seu perfil genético, obtém os resultados pretendidos com mais facilidade”.

 

A nutrigenética é a base da Nutrição Personalizada permite conhecer as necessidades do organismo e elaborar um plano alimentar personalizado para suprir essas mesmas necessidades.

 

Mas não é apenas na alimentação e no desporto que a genética tem influência. Através de estudos de nutrigenética de prevenção, é possível descobrir qual a eficácia do metabolismo da gordura, do açúcar, da cafeína, do álcool e da lactose (fatores importantes na perda de peso), identificar o risco de lesões, e obter informação sobre a predisposição para determinado tipo de patologias (como a obesidade), tendências (consumo de açúcares e envelhecimento) ou dependências (álcool e nicotina).

 

Toda esta informação genética é possível de obter através de uma amostra de saliva. Apesar de serem complementares e permitirem melhorar a saúde através da alimentação, uma análise nutrigenética é diferente de um estudo de intolerância alimentar. Os estudos de intolerância alimentar (ou hipersensibilidade alimentar) avaliam a resposta do sistema imunitário face a determinados alimentos. Quando existe elevada reatividade a um determinado alimento, é recomendável limitar o seu consumo ou eliminá-lo temporariamente da alimentação.

 

A análise nutrigenética determina que alimentos, ou nutrientes se deve incluir ou evitar no plano alimentar, em função do perfil genético de cada um. Ao contrário dos estudos de intolerância alimentar, não analisa as reações à hipersensibilidade alimentar.

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