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Saúde
Pilates melhora qualidade de vida de doentes crónicos
segunda-feira, 04 março 2019 09:05
A prática de pilates melhora a qualidade de vida de quem sofre de doenças cardiovasculares e respiratórias crónicas, cancro e diabetes. Este é o resultado de um estudo realizado pela Escola de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA), que mostrou que a prática pode ser uma adjuvante à terapia não farmacológica de várias doenças crónicas.

 

De acordo com a investigação, os doentes que praticam pilates saem fortemente beneficiados, no que diz respeito à força muscular, à tolerância ao esforço físico e aos próprios sintomas das doenças.

 

O trabalho, do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória (Lab3R) da ESSUA, conclui que os efeitos terapêuticos desta prática fazem-se notar mais nas doenças cardiovasculares, respiratórias ou no cancro e diabetes.

 

Os artigos compilados e estudados pelas investigadoras reportam a prática de pilates por 491 pessoas com um historial de doenças crónicas (cancro da mama, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica, fibrose quística, insuficiência cardíaca e hipertensão arterial), durante 8 a 12 semanas, uma a três vezes por semana.

 

As maiores melhorias, descreve uma das investigadoras do (Lab3R), Sara Souto Miranda, “foram reportadas para doentes com patologia cardiovascular crónica, diabetes e cancro da mama” e incidiram ao nível da tolerância ao esforço (capacidade para caminhar mais tempo sem parar), sintomas (fadiga, dor, ansiedade e depressão) e qualidade de vida relacionada com a saúde. No entanto, avisa, “essas melhorias podem ter sido superiores nessas doenças devido à escassez de estudos nas restantes”.

 

“O pilates parece ser uma boa intervenção a adotar como estratégia adjuvante, isto é, não tem efeitos superiores a outras intervenções na maior parte dos domínios da saúde, pelo que deve ser praticado em conjunto com outras intervenções que já se demonstraram eficazes, como a reabilitação respiratória, cardíaca ou neurológica”, aponta a investigadora.

 

“É uma intervenção promissora para manter as pessoas ativas, mas que tem ainda poucos estudos em algumas doenças, tais como as respiratórias ou cardiovasculares, pelo que será necessário ainda maior investimento de investigação nesta área”, conclui.

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