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Saúde
Oito empresas portuguesas querem melhorar empregabilidade das pessoas com dor crónica
quarta, 20 março 2019 09:51

A Plataforma de Impacto Social da Dor na Sociedade Portuguesa (SIP Portugal) realizou uma reunião com oito empresas de diferentes setores de atividade para apresentar medidas que pretendem promover a manutenção do trabalho ou reintegração profissional da pessoa com dor crónica, diminuindo o absentismo e presenteísmo, assim como as reformas antecipadas por incapacidade.

 

“Nesta reunião verificámos que já há empresas portuguesas a desenvolver um conjunto de boas práticas para melhorar a empregabilidade dos seus colaboradores, mas que ainda há um longo caminho a percorrer e é preciso incidir os nossos esforços na formação e consciencialização dos recursos humanos, não só das grandes empresas como das micro e pequenas, e ao mesmo tempo estimular a possibilidade de criação de grupos de suporte para as pessoas com dor crónica dentro das entidades patronais, sem prejudicar o horário de trabalho, o empregado e o empregador”, explica Ana Pedro, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor e coordenadora da SIP Portugal.

 

A reunião contou com a presença das empresas Delta Saúde, Grünenthal, Grupo Nabeiro, Novabase, Novartis, Rádio e Televisão de Portugal, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Teleperformance.

 

“Vamos agora, em conjunto, delinear estratégias de atuação, com caráter de urgência, para promover uma maior aproximação às pequenas empresas, mas também às sociedades científicas que representam áreas como a Medicina do Trabalho”, conclui Ana Pedro, num comunicado divulgado à comunicação social.

 

Das medidas apresentadas, destacam-se: a adaptação e flexibilidade nos empregos com horário completo diurno, por turnos, em período noturno e/ou com turnos irregulares que variam entre noite e dia, a adaptação do posto de trabalho e promoção de condições ergonómicas, a possibilidade de realizar o trabalho a partir de casa, a aposta na formação e consciencialização sobre a problemática da dor em contexto laboral, mas também o alerta para o estigma, discriminação e coação no trabalho, a possibilidade de criação de um grupo de suporte para pessoas com dor crónica dentro de uma empresa, sem prejudicar o horário de trabalho, o empregado e o empregador.

 

A SIP Portugal reúne atualmente 11 associações portuguesas: Associação Atlântica de Apoio ao Doente Machado-Joseph - AAADMJ, Associação de Doentes com Lúpus, Associação de Doentes “Da Dor para a Dor”, Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores - ADDCA, Myos - Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica, Associação Portuguesa de Jovens com Fibromialgia - APJOF, Associação Portuguesa de Neuromusculares - APN, Associação Portuguesa Para o Estudo da Dor - APED, Força 3P - Associação de Pessoas com Dor, Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas - LPCDR e Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla - SPEM.

 

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