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Saúde
Estudos clínicos recentes avaliam eficácia das células estaminais do cordão umbilical no tratamento do autismo
sexta-feira, 29 março 2019 09:47

Atualmente, estima-se que o autismo afete uma em cada 100 pessoas em todo o mundo. Se antes era considerada uma doença rara, hoje, só nos EUA, uma em cada 59 crianças é afetada por esta patologia, encarada como um conjunto de doenças, designadas por perturbações do espectro do autismo. Estas caraterizam-se por persistentes dificuldades na comunicação e interação sociais e também por padrões repetitivos no comportamento, atividades ou interesses.

 

“Nas últimas décadas, estudos de prevalência têm mostrado um aumento dos casos, por via de uma maior consciencialização de profissionais de saúde e familiares, bem como pelas alterações nos critérios de diagnóstico e diagnósticos em idades mais jovens”, afirma João Sousa, diretor de qualidade do laboratório de tecidos e células BebéVida.

“Contudo, e apesar de diagnósticos mais atempados, ainda há um caminho importante a percorrer no que respeita ao tratamento”, recorda o especialista, a propósito do Dia Mundial do Autismo, que se assinala a 2 de abril, mês que a comunidade internacional dedica em todo o mundo à consciencialização para a doença.

Estudos já realizados nos EUA, com participação da investigadora e médica hematologista pediátrica Joanne Kurtzberg, provaram a viabilidade e segurança de transplantes autólogos de células estaminais provenientes do sangue do cordão umbilical em crianças com perturbações do espectro do autismo.

“Este é um ano de grande expectativa no que respeita às terapias celulares. Aguardamos os resultados do mais recente estudo da Prof.ª Doutora Joanne Kurtzberg e cremos que serão muito prometedores para o futuro do tratamento destas perturbações”, conclui João Sousa.

 

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