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Saúde
Vacinação: 1,5 milhões de mortes anuais poderiam ser evitadas se cobertura global melhorasse
quinta-feira, 18 abril 2019 09:44
Este ano, assinala-se o 10.º aniversário do Vacinómetro, um projeto pioneiro em Portugal que permite monitorizar, em tempo real, a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Para celebrar a data, e no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, que decorre entre 24 e 30 de abril, vai ter lugar a sessão “10 anos de Vacinómetro: lições aprendidas e projeções para o futuro”, no próximo dia 22 de abril, segunda-feira.

 

A iniciativa é da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da Sanofi.

 

A decorrer na sede da SPP, com início às 11h00, esta reunião tem como objetivo “celebrar os 10 anos do Vacinómetro com todos os intervenientes no projeto. Pretendemos avaliar os resultados de uma década de monitorização da vacinação antigripal em Portugal e, principalmente, antecipando a Semana Europeia da Vacinação, sensibilizar para a necessidade de continuar com este percurso que, no geral, tem sido bastante satisfatório” afirmam o Prof. Doutor Filipe Froes e a Dr.ª Cátia Caneiras, da SPP.

 

Os dados finais da época de vacinação contra a gripe em 2018/2019, divulgados no passado mês de março, revelaram que foram vacinados contra a gripe sazonal 65,9% dos indivíduos com 65 anos ou mais (+4,1% do que no anterior), 55,8% dos indivíduos portadores de doença crónica (+3,7% do que no ano anterior), 37,3% dos portugueses com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (+1,6% do que no ano anterior) e 52% dos profissionais de saúde com contacto direto com os doentes (-3,2% do que no ano anterior).

 

Neste contexto, os profissionais de saúde têm um papel fundamental na vacinação, uma vez que “por um lado, enquanto prestadores de cuidados de saúde, estão bastante expostos aos agentes infeciosos, podendo, eles mesmo, promover a transmissão de infeções e, por outro lado, são decisivos para que a população em geral e as pessoas com doença crónica se vacinem”, reforçam ambos os especialistas.

 

“É fundamental clarificar mitos e crenças associados à vacinação. A hesitação na vacinação – a relutância ou a recusa em vacinar, apesar da disponibilidade de vacinas – ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis e é uma das 10 principais ameaças à Saúde Global em 2019, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A vacinação é uma das formas mais eficazes de se evitar doenças, sendo que, atualmente, previnem-se dois a três milhões de mortes por ano, e outros 1,5 milhões poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação melhorasse”, concluem.

 

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