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Saúde
Obesidade está a aumentar mais nas zonas rurais do que nas urbanas a nível mundial
segunda-feira, 03 junho 2019 11:47
Um estudo levado a cabo pelo Imperial College London, no qual o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) colaborou, mostra que a obesidade está a aumentar mais nas zonas rurais do que nas urbanas. A investigação revela que o ganho de peso nas áreas rurais é o principal fator que está a impulsionar a epidemia de obesidade a nível mundial.

 

O trabalho analisou informação sobre o peso e a altura de 112 milhões de pessoas de 200 países, entre os anos de 1985 e 2017, e mostrou que, desde 1985, a média do Índice de Massa Corporal (IMC) nos ambientes rurais cresceu 2.1 kg/m2 em homens e mulheres. Já nas cidades, o crescimento foi de 1.3 kg/m2 nas mulheres e de 1.6 nos homens.

Apesar de o estudo não analisar os determinantes que explicam o aumento global da obesidade nas zonas rurais, a Prof.ª Doutora Elisabete Ramos, uma das investigadoras do ISPUP envolvidas no estudo, adianta que tal se poderá explicar pelo facto de “os trabalhos pesados na agricultura serem cada vez mais mecanizados e de existir uma aproximação da alimentação aos padrões mais urbanos”.

Embora os dados globais mostrem um maior peso das áreas rurais no aumento do IMC, nos países de elevado rendimento, mais de 75% do aumento do IMC, entre 1985 e 2017, é explicado pelo aumento nas áreas urbanas.

O estudo designado Rising rural body-mass index is the main driver of the global obesity epidemic in adults é assinado pela rede internacional NCD Risk Factor Collaboration (NCD-RisC), que envolve cientistas de todo o mundo, e da qual o ISPUP faz parte.

Fonte: ISPUP

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