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Saúde
Estudo revela que um quarto dos portugueses com dermatite atópica não tem a doença controlada
terça-feira, 25 junho 2019 11:32

Cerca de 24% dos adultos com dermatite atópica (DA) moderada a grave não tem a doença controlada, apesar de estar a fazer tratamento. Esta é a principal conclusão de um estudo nacional realizado junto de profissionais de saúde que pretendeu estimar quantos doentes são tratados por especialistas e avaliar como é feito esse tratamento.

 

 

Conduzido pela IQVIA com o apoio da Sanofi, o estudo Nostradamus estima que existem cerca de 34 mil portugueses com DA moderada a grave, representando 40 a 45% dos adultos com dermatite atópica em território nacional. A maioria é jovem, estimando-se que 74% tem menos de 45 anos de idade.
 
Pedro Mendes Bastos, dermatologista e um dos autores do estudo, explica que “não existem atualmente orientações para o tratamento da DA em Portugal, e pouco se sabe sobre o padrão de cuidados prestados a estes doentes, bem como os resultados obtidos com os tratamentos atuais. Este estudo representa um avanço na área e permite-nos monitorizar mais eficazmente a patologia, a par das novas terapêuticas que podem vir a mudar o paradigma do tratamento da DA no nosso país”.
 
De acordo com outros estudos realizados sobre o impacto da doença, os doentes com DA moderada a grave veem a sua qualidade de vida diminuída, devido a lesões cutâneas, prurido intenso, perturbações do sono e sintomas exacerbados de ansiedade e depressão, tornando esta patologia como um encargo socioeconómico importante.
 
O Nostradamus auscultou um total de 50 especialistas (40 dermatologistas e 10 imunoalergologistas) através de inquéritos e entrevistas aprofundadas, com base no número de doentes tratados nos últimos 12 meses.

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