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Saúde
Comprimidos para dormir: sim ou não?
segunda-feira, 08 julho 2019 11:08

Existem cada vez mais portugueses a tomar comprimidos para dormir, tornando esta prática habitual mesmo que, muitas vezes, comporte riscos para a saúde e não resolva o problema.

 

 

Cerca de um terço da população portuguesa sofre ou já sofreu de insónias. No entanto, mais de 25% das insónias estão relacionadas com maus hábitos do sono (como, por exemplo, não ter um horário regular para deitar, estar ao telemóvel na cama ou ingerir bebidas cafeinadas à tarde e à noite) bem como a outras patologias como a depressão ou a ansiedade.

 

É no seguimento dessas situações que a população portuguesa utiliza cada vez mais comprimidos para dormir. Sabe-se que os mais prescritos são os sedativos, ansiolíticos e hipnóticos, podendo ser necessários para combater de forma rápida as insónias como tratamento de curta duração. No entanto, é de salientar que estes fármacos oferecem uma solução a curto prazo e não resolvem a origem da insónia, comportando riscos para a saúde quando tomados durante mais de quatro semanas.

 

Os riscos que existem neste tipo de medicação passam por dependência ou habituação, tolerância do organismo que obriga à toma de doses cada vez mais elevadas para obter o mesmo efeito, diminuição do tempo de reação, da velocidade do desempenho e da atenção e potencial abuso da medicação em pessoas com historial de dependência. Sabe-se também que efeitos secundários como sonolência, descoordenação motora, confusão e o próprio agravamento das insónias são frequentes, bem como a síndrome de abstinência, que inclui agitação psicomotora, tremores, suores, palpitações, náuseas e vómitos, desorientação, alucinações e até convulsões, pelo que não deve interromper este tipo de medicação abruptamente.

 

Pessoas que sofrem de insónias deverão consultar o seu médico, de forma a discutir quais as melhores alternativas aos comprimidos para dormir, o que poderá significar mudança de hábitos de vida.

 

Fonte: CUF

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