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Saúde
Método isola células para regeneração do coração
segunda-feira, 08 julho 2019 12:35

Foi desenvolvido um método capaz de isolar as células do coração aptas a regenerar o tecido cardíaco após um episódio de enfarte. Os responsáveis pelo estudo, recentemente publicado na revista Plos Biology, são os investigadores do Instituto de Investigação em Saúde (i3S), no Porto.

 

 

Mariana Valente, investigadora do i3S, explica que a investigação tinha como principal intuito explorar a existência de células estaminais ou progenitoras cardíacas, relembrando que, em meados de 2000, após investigadores americanos terem “demonstrado a existência de células estaminais no coração adulto de mamíferos" o tema gerou curiosidade em laboratórios e grupos de investigação por todo o mundo que começaram a tentar reproduzir o resultado e chegar às células progenitoras.
 
“Como é que é possível não haver regeneração e estarem identificadas tantas populações diferentes de células progenitoras no coração?", é a questão partilhada pela investigadora, que iniciou o estudo sobre o caso no âmbito do seu doutoramento, em 2011.
 
A equipa de investigadores propôs-se a “desenvolver um mapa de todas a células que constituem o coração”, tendo optado por observar o embrião, ou seja, o momento em que o coração inicia a sua formação e todas as células progenitoras necessárias para esse processo estão presentes. Após essa identificação de todas as células, foram descartadas as células maduras (ou seja, aquelas já completamente formadas e cuja função já está estabelecida), e a equipa ficou com “um número restrito de marcadores proteicos” – a proteína CD24/HSA, existente apenas no início do desenvolvimento do coração e presente nos cardiomiócitos (célula que ao contrair proporciona o batimento ao coração) mais imaturos.
 
Tendo sido esta a primeira vez que estas células foram isoladas, Mariana Valente adianta que “olhando para o embrião conseguimos perceber qual a forma de identificar um cardiomiócito imaturo, uma vez que eles expressam a proteína CD24". A investigadora adianta ainda que esta descoberta vem contribuir para a comunidade científica na área das doenças cardiovasculares, uma vez que o estudo publicado vem “isolar todas as células que constituem o coração”, o que tornará investigações futuras mais eficazes.
 
Fonte: Sábado

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