Esta infeção é causada pela bactéria Listeria monocytogenes - a espécie de Listeria mais frequentemente associada a doença nos humanos - e é encontrada geralmente no solo, água e trato digestivo de animais.
A doença costuma apresentar sintomas semelhantes aos de uma gastroenterite, como diarreia, febre e náuseas. Pode também infetar outras zonas do corpo, como ossos, articulações e também peito e abdómen.
A transmissão desta doença acontece através da transmissão da mãe para o feto ou durante a passagem do bebé pelo canal de parto infetado, pela ingestão de alimentos contaminados, como carne crua ou leite não pasteurizado. Pode também ocorrer contaminação cruzada em alimentos processados, como a charcutaria e congelados e, eventualmente, a infeção pode ocorrer por contacto com animais portadores da bactéria.
Os alimentos que constituem maior risco pela infeção em humanos são, por exemplo, salmão fumado, crustáceos, mariscos e moluscos, patês de carne, salsichas e outros produtos alimentares à base de carne prontos a comer, como as carnes frias e saladas prontas a comer e leguminosas germinadas (rebentos). Deve atentar ainda a legumes e frutas crus ou mal lavados, bem como a laticínios, como queijos moles (por exemplo, brie, feta ou camembert), leite não pasteurizado e derivados e gelado.
Alguns comportamentos que pode pôr em prática para se proteger desta bactéria passam por: guardar no frigorífico as sobras de refeições até duas horas após a confeção e consumi-las dentro de 3-4 dias; cozinhar bem os seus alimentos e evitar a ingestão de comida de origem animal crua; usar tábuas de corte diferentes para legumes crus e carne, peixe ou ovos crus; manter a temperatura de refrigeração do seu frigorífico a 4ºC ou menos e manter bem higienizado tudo o que entra em contacto com alimentos, como superfícies, equipamentos e utensílios. Adote também o hábito de lavar bem a fruta e vegetais que vai comer crus e de proteger os alimentos do contacto com animais.
Fonte: Hospital CUF
